Marcos NegriniPolêmicaA rodoviária fica pronta até o fim do ano; empresas alegam direito adquirido para atuar no local Nenhuma empresa de transporte de passageiros que opera em Maringá apresentou propostas na licitação dos guichês para a venda de passagens da nova rodoviária. Realizada anteontem, esta é a segunda licitação promovida pela prefeitura para locar os espaços destinados às empresas do setor.
No ano passado, apenas uma proposta foi apresentada. No total, segundo a Secretaria de Transportes do município, 27 empresas operam atualmente na cidade.
Para o secretário José Crisogno de Carvalho, a situação não é normal. Ele diz que várias empresas retiraram o edital de licitação, mas nenhuma apresentou proposta até o prazo estipulado. ‘‘Por enquanto não dá para falar nada. Primeiro vou levar o problema ao prefeito’’, informou.
Na primeira licitação, algumas empresas alegaram que têm direito adquirido para trabalhar na rodoviária, e se recusavam a pagar o valor pedido pelo município.
Segundo Carvalho, o sistema de cessão de uso dos espaços faz parte do projeto apresentado ao programa Paraná Urbano, que liberou recursos para a obra. Ele revela que o valor das ‘‘luvas’’ é de R$ 1 mil o metro quadrado, e mais R$ 30 por metro quadrado pela locação do espaço.
‘‘Se as empresas acreditam que têm direito adquirido temos que analisar a questão através do nosso departamento jurídico junto ao DSTC (Divisão de Serviços do Transporte Coletivo)’’, disse Carvalho.
O secretário disse ainda que o sindicato da categoria, o Rodomar, já se reuniu com o prefeito Jairo Gianoto (PSDB), mas não chegou a apresentar nenhuma contraproposta. Segundo Carvalho, a nova rodoviária de Maringá deve estar funcionando até o final do ano, e as empresas terão que estar operando dentro da determinação do município.
‘‘Os ônibus intermunicipais devem percorrer um trajeto determinado pelo município, e para isso terão que estar legalizados e com espaço dentro da rodoviária’’, afirma.
A diretoria do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros de Maringá (Rodomar), não quer se manifestar sobre a questão. Um representante de uma empresa que opera na cidade, que não quis se identificar, disse que o valor cobrado pelo município é, no mínimo, o dobro do mercado. Segundo ele, a proposta levada ao município ‘‘é pagar o valor justo’’.

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