Licitação para alugar seis lojas do Terminal Rodoviário atrai só um interessado
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Apenas um interessado participou da licitação para locações de quatro lojas e dois quiosques no Terminal Rodoviário de Londrina, que teve os envelopes de propostas abertos nesta quarta-feira (7). O único concorrente ficou com um dos quiosques, com aluguel mensal previsto no edital de R$ R$ 722,97, ou R$ 8.675,76 no ano. Os outros cinco itens tinham preços de locação entre R$ 746 e R$ 1.445,95. Se todos os espaços fossem ocupados, a renda com os aluguéis passaria de R$ 76 mil ao ano.
O edital deixava claro os segmentos em que os interessados poderiam atuar, todos diferentes dos estabelecimentos que já atuam no local. Estavam embargados, por exemplo, propostas de lanchonetes e restaurantes; frutarias e casa de suco; agências de correios; lojas de bijuterias e presentes em geral; e sorveterias. Por outro lado, podiam ser instalados, de acordo com o espaço disputado, farmácia; loja "multicoisas", de artigos de pescas, ferragens ou utilidades; banca de revistas, jornais e papelaria; agências de turismo; ótica e relojoaria; lojas de artigos e suprimentos de informática e produtos eletrônicos; cyber café; bombonières; cafeterias; tabacarias; e até escritórios.

Segundo o superintendente do Terminal Rodoviário, Sandro Neves, a proposta era diversificar os serviços à disposição dos passageiros e atrair o consumidor londrinense. Cerca de 30 espaços estão ocupados atualmente, mas, além dos comércios, há cessões para repartições públicas, como salas para a Guarda Civil Municipal e para Junta Militar.
Para ele, a quase ausência de concorrentes no certame pode ser explicada pela dificuldade de obter toda a documentação, que tem uma análise rigorosa. "Nós tivemos uma busca grande por informações sobre o edital", conta. Além disso, ele também cogita que a movimentação sazonal dos passageiros e a restrição de ramos de atividades ligadas à alimentação pode ter diminuído o interesse. "O que as pessoas mais querem é mexer com comida", diz. Neves admite também que a cobrança do estacionamento pode dificultar a atuação de alguns segmentos.
Por outro lado, ele descarta que os preços possam ter afugentado interessados. "Não acho que o custo seja caro. Se comparar com os aluguéis de pontos comerciais na cidade ou dentro de shoppings, vai ver que o custo proposto é bem mais barato", diz.


