Licitação inclui ônibus para entidades
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de julho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
A empresa que vencer a licitação para exploração do transporte coletivo em Londrina terá que ceder ônibus para entidades que atendem pessoas portadoras de necessidades especiais. Essa obrigatoriedade, que faz parte de uma série de exigências que constarão no edital de licitação (ainda sem previsão de início), visa eliminar problemas como o que está ocorrendo com a Pastoral dos Portadores de Deficiência de Londrina. A entidade conta com os dois ônibus, usados para transportar alunos até as escolas especiais, sucateados.
A decisão foi tomada ontem em reunião que contou com a participação do coordenador de transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Marco Antônio Bacarin, e com as secretárias municipais de Educação, Magda Tuma, e Ação Social, Maria Luiza Rizotti. Ficou decidido ainda que o convênio entre a Secretaria de Educação e a Pastoral, para o uso dos dois ônibus, será prorrogado por pelo menos seis meses. Os ônibus foram cedidos pela Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) para a prefeitura, que os repassou à entidade.
Sobre a reivindicação da Pastoral de troca dos ônibus, Bacarin disse que ainda não recebeu uma resposta da empresa. Segundo ele os dois ônibus velhos estão passando por uma ampla reforma, para que possam continuar sendo usados provisoriamente. No caso da reforma não terminar antes do reinício das aulas, em agosto, a CMTU terá que improvisar para não prejudicar os alunos. ''Levaremos os cadeirantes nas vans e daremos passe livre aos demais alunos e seus acompanhantes'', frisou Bacarin.
A funcionária da Pastoral, Maria José Alves Pizza, acredita que nem uma reforma geral será suficiente. Sobre a improvisação no transporte, ela não acredita que dará certo. ''Existem filas de espera para o transporte das vans. Vai ser muito complicado''.


