A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) pode anular a licitação aberta para contratar uma empresa responsável pelo serviço de coleta de lixo em Londrina. A decisão deve ser tomada ainda esta semana, segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella.
Ele disse que a elaboração de um novo edital teria como vantagem a fragmentação dos serviços de coleta de lixo, varrição pública e operação do aterro sanitário. Essa possibilidade está sendo analisada pela assessoria jurídica da CMTU, que suspendeu a atual concorrência no mês passado, depois que uma empresa do interior de São Paulo contestou algumas exigências e obteve liminar paralisando a licitação.
A empresa Júlio Simões Transportes e Serviços, de Mogi das Cruzes, recorreu à Justiça questionando o item do edital que exige dois anos de experiência em uma cidade com no mínimo 225 mil habitantes. Com isso, a abertura dos envelopes com a documentação das 29 participantes, que estava marcada para 20 de setembro, foi suspensa. A assessoria jurídica da CMTU já apresentou à 7ª Vara Cível argumentos para tentar derrubar a liminar.
Mas apesar de não ter recebido ainda a resposta do juiz, a companhia já pensa na possibilidade de cancelar a concorrência. Sella teme que se a liminar não for derrubada e o processo continuar, uma empresa desqualificada possa vencer a licitação e não oferecer um bom serviço à cidade. O processo licitatório começou em agosto com uma característica diferenciada das anteriores. O preço pedido - R$ 650 mil, no máximo - levou em conta o trabalho executado no mês e não o volume (toneladas/mês) de lixo recolhido.
Wilson Sella esteve ontem à tarde na Câmara Municipal respondendo as dúvidas dos vereadores sobre a coleta de lixo. Ele confirmou que a companhia e a empresa que faz a coleta de lixo, a Vega Ambiental, enfrentam um impasse para renovar o contrato emergencial, que vence no dia 9 de outubro. A Vega alega que os próximos três meses são de grande volume de lixo - por causa do maior movimento no comércio durante as festas de Natal e Ano-Novo - e os R$ 510 mil pagos pelo contrato de 90 dias não seriam mais suficientes.
Sella disse que Vega e município não chegaram a discutir preço, mas afirmou que a intenção da prefeitura não é aumentar o valor do novo contrato emergencial. Uma das alternativa, embora pouco remota, seria a contratação de uma outra empresa para realizar o serviço nos próximos meses ou até que a licitação definitiva seja homologada.

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