Depois de 10 dias de indefinição sobre a assinatura do contrato, a Secretaria de Administração de Londrina informou ontem que o processo de licitação para a primeira fase das obras de revitalização do Lago Igapó 2 pode ser cancelado. A única participante, a Ravasil Construções e Empreendimentos Ltda, de Apucarana, entrou com pedido de prolongamento do prazo para conclusão da obra e uma revisão dos valores.

O edital de licitação previa um preço máximo de R$ 383.120,80, com prazo de 25 dias para execução da obra, que engloba a demolição e retirada de terra, pavimentação e construção de deck. A Ravasil, que venceu a licitação, apresentou uma proposta de R$ 289.518,62, bem abaixo do estipulado.

Segundo o secretário de Administração, Rubens Menoli, a Ravasil apresentou algumas dificuldades para executar o projeto, que na opinião da empresa estaria subavaliado. ''Eles argumentaram que os detalhamentos colocados foram insuficientes'', afirmou Menoli. Segundo o secretário, a Ravasil pediu para que o prazo de conclusão da obra seja ampliado para 60 dias. Ele não soube informar de quanto foi o aditivo de recursos solicitado pela empresa, mas adiantou que os pedidos seguiram para análise da Procuradoria Jurídica do Município, que hoje deve divulgar um parecer.

A Folha tentou falar com o procurador Carlos Roberto Scalassara, mas ele estava reunido com o prefeito Nedson Micheleti (PT) e não pôde atender a solicitação. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, até ontem a Procuradoria ainda não havia chegado a uma conclusão. Segundo a mesma fonte, toda licitação pode ter um aditivo de 25% em seu valor original, durante o decorrer da obra. Entretanto, é preciso ficar comprovado que houve essa necessidade. A reportagem entrou em contato com a direção da Ravasil em Apucarana, mas nenhum diretor foi localizado.

Ontem também, a Câmara aprovou um pedido de informações do vereador Flávio Vedoato (PSC), solicitando do prefeito documentos e dados relativos às obras no Lago Igapó 2. O vereador quer saber, entre outras coisas, quando o município solicitou autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para esvaziar, limpar e recuperar o lago e quanto foi gasto nessa fase; quanto o município está gastando com as máquinas e os caminhões que trabalham no local; e quanto ainda será gasto para finalizar as obras.

A entrega dos envelopes do edital que trata da segunda etapa das obras, cujo prazo final venceu ontem, foi prorrogada para o dia 22 de novembro. Segundo Menoli, o adiamento ocorreu porque a prefeitura não conseguiu disponibilizar todas as informações necessárias para os interessados. A segunda fase do projeto de revitalização compreende a construção de barragem, vertedouro, ponte e comporta, com valor máximo de R$ 864.450,93.

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