Apesar da garantia do governador Jaime Lerner (PFL), há mais de uma semana, em abrir imediatamente a licitação para a construção da Cadeia Pública de Londrina e também adiantar a entrega da Prisão Provisória, de meados de abril para o final de fevereiro, até ontem nada tinha acontecido. As decisões de Lerner atendiam reivindicações dos participantes do Fórum Permanente de Segurança de Londrina, que foram recebidos no Palácio Iguaçu.
Segundo o engenheiro-chefe do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom) em Londrina, Marcelo Paulino, ainda não foram disponibilizados recursos para a antecipação da entrega da Prisão Provisória de Londrina. Pelo menos foi essa a informação que ele obteve junto à Secretaria de Obras do Estado. Com esse dinheiro, a construtora poderia, por exemplo, deslocar para a obra mais operários e assim acelerar a conclusão.
O secretário estadual de Obras, Augusto Canto Neto, estava ontem em licença médica e não foi encontrado. A assessoria de imprensa da secretaria confirmou que Lerner havia feito a solicitação a Canto Neto, para acelerar as obras da Prisão, mas ainda faltavam recursos. Sobre a Cadeia, a assessoria informou que no máximo até a semana que vem o edital de licitação deve ser publicado.
Enquanto Prisão Provisória e Cadeia Pública não ficam prontas, os distritos policiais de Londrina registraram ontem, por volta das 16 horas, mais um recorde: 219 presos, para uma capacidade total de 104. A possibilidade de fugas e rebeliões existe, mas diminuiu bastante depois das reformas na estrutura física nos quatro distritos e com a volta da ajuda da Polícia Militar na guarda, nos períodos noturno e finais de semana.
O problema maior, agora, é em relação aos próprios presos, que são obrigados a passar os dias em celas lotadas, muitas vezes sem as menores condições de saúde e de higiene.

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