Londrina - O que eles aprendem em sala de aula levam para casa e assim o trabalho de conscientização contra a dengue vai ganhando força e efetividade em toda a comunidade. É com esse intuito que a professora Mariza C. de Oliveira trabalhou o tema durante todo o ano com os alunos do 5º ano da Escola Municipal José Garcia Vilar, na zona leste de Londrina.
Ontem de manhã, durante a Feira de Ciências e Cultural, a turma se dividiu em grupos e abordou diversos aspectos da dengue, como a origem, evolução do mosquito transmissor, sintomas e prevenção. Os trabalhos contaram com a ajuda do educador de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Lyon Martinez.
Quem passava pela sala de aula tinha uma boa surpresa. Os alunos mostravam que a lição estava na ponta da língua. "Aprendi que não dá para ter preguiça em cuidar do quintal, eliminar a água parada e também lavar os recipientes", conta Rafael Guilherme da Silva, de 11 anos.
Rafael é morador do Jardim Monte Cristo (zona leste), onde frequentemente há registros de casos da doença. Ele mesmo já contraiu dengue em duas ocasiões. "É ruim, a gente perde o apetite, dá febre e dói tudo", lembra.
A aluna Maria Eduarda D. Oliveira, que mora na região, especificamente na Vila Ricardo, apresentava alguns materiais que podem acumular água. "No meu bairro eu vejo muito lixo que pode se tornar um criadouro. O que mais tem é sacola plástica, latinha e garrafa pet", comenta.
Outro grupo reproduziu o Aedes aegypti com papelão. "O certo é a gente se prevenir, por isso todo o bairro tem que colaborar com a limpeza. Não adianta um só cuidar do quintal", diz Natália Vitória L. Nunes.
O educador Martinez ressalta que os alunos se tornam agentes multiplicadores no combate ao mosquito e ressalta que a parceria entre as secretarias da Educação e Saúde é uma das ações integradas do município. No último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado em Londrina entre os dias 21 e 25 de outubro, o índice foi de 1,5%, sendo que o preconizado pelo Ministério da Saúde é inferior a 1%.
O balanço atual do setor de Endemias aponta que neste ano, até 25 de novembro, foram registradas 7.308 notificações provenientes de Unidades Básicas de Saúde, hospitais e clínicas. Deste total, 1.170 se confirmaram, sendo 92 casos importados.
Ao projetar os números para as regiões, as zonas norte e oeste aparecem no topo com 327 e 326 confirmações, respectivamente. Em seguida, vem a zona sul com 199 casos, a região central com 180, a leste com 119 e a zona rural com 19 casos confirmados. (M.O.)

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