Libertados ex-dirigentes que vendiam lotes ilegais
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quinta-feira, 27 de agosto de 1998
Edna Mendes 
O ex-presidente da Cooperativa Habitacional da Fronteira (Cohafronteira), em Foz do Iguaçu, Jorge Castagnaro, e o diretor financeiro da empresa, Paulo João de Souza, que estavam presos desde o final de maio na Cadeia Pública da cidade, foram libertados na noite de anteontem.
O habeas-corpus para a libertação de Castagnaro e Souza, que respondem processos civis e criminais pela venda irregular de terrenos, foi concedido na terça-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Castagnaro e Souza foram presos em maio por causa da venda de terrenos no Residencial Jaqueline, situado na área de preservação do Arroio Dourado, no bairro Três Lagoas, em Foz. No dia 13 deste mês, o Ministério Público pediu a demolição de algumas casas que já haviam sido construídas no loteamento.
Eles também são acusados de vender terrenos em outras áreas de mananciais sem a autorização da prefeitura e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Castagnaro é acusado ainda de crime de estelionato. Na época da prisão de Castagnaro, a juíza Simone Cherem Fabrício de Melo considerou que a prisão dele era necessário para garantir a ordem pública.
Antes da prisão, Castagnaro foi autuado pelos delitos cometidos e chegou a pagar multas, mas continou praticando a venda irregular de terrenos. Em 1995, ele ficou preso durante 90 dias devido por ter vendido terrenos no Loteamento Jardim Três Pinheiros.
Ontem à tarde, a Folha procurou o advogado de Castaganaro, Cesar Willar Correia, por diversas vezes mas ele não retornou as ligações telefônicas.
O atual presidente da Cohafronteira, Paulo Roberto de Oliveira, informou que uma auditoria jurídica e fiscal deve pedir nos próximos dias o indiciamento de outros funcionários que estariam envolvidos na venda irregular de terrenos. A cooperativa pretende regularizar a situação das pessoas que foram prejudicadas.


