Liberdade para traficante revolta família de presa
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de novembro de 1997
Luciane Tonon Cornélio Procópio 
O músico Gilberto Marques de Souza, o Beto Júnior, acusado de tráfico de drogas, foi solto ontem da delegacia de Cornélio Procópio, onde cumpria prisão provisória desde terça-feira passada, quando se apresentou. Sua namorada Vera Lúcia Vaz continua presa, revoltando familiares e amigos. A polícia encontrou droga na casa dela e fez a prisão em flagrante no dia 2. Beto Júnior vai ser ouvido hoje pela Justiça, a partir das 10 horas.
O advogado de Vera Lúcia, Sérgio Aparecido Vicentim, explicou que ela continua na cadeia porque foi presa em flagrante por guardar droga em casa, o que é crime hediondo. Ela tem que aguardar o trâmite do processo presa. Todos os pedidos de relaxamento de prisão preventiva e habeas-corpus foram indeferidos.
Com base no depoimento judicial do Beto, hoje mesmo vamos entrar com pedido de habeas-corpus direto ao Tribunal de Justiça, disse. Se a Justiça não interpretar a inocência de Vera, ela terá que permanecer presa até a sentença final.
A família de Vera está indignada. Alguma coisa está errada, porque o próprio dono da droga se apresentou, confessou e está livre. Isso é inadmissível, desabafou o irmão de Vera, Wagner Vaz. Vera é professora formada, mãe de uma menina de 13 anos, tem residência e emprego fixos e jamais teve qualquer tipo de envolvimento com drogas. Estamos sofrendo uma pressão violenta de toda a comunidade, inclusive minha irmã disse que quando isso tudo terminar, quer mudar-se de Cornélio.


