O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), assinou ontem convênio com as secretarias estaduais de Saúde e Ciência, Tecnologia e Ensino Superior autorizando a liberação de R$ 200 mil mensais ao Hospital Universitário (HU) de Londrina (UEL) já para o mês que vem. Metade do montante já havia sido anunciada pelo secretário de Saúde, Cláudio Xavier, durante uma reunião com prefeitos e representantes da Saúde das 22 cidades que integram a Associação dos Municípios do Médio Paranapanema, na última segunda-feira, em Londrina. Os HUs de Cascavel (Unioeste) e Maringá (UEM) também serão beneficiados com a verba.
Os outros R$ 100 mil foram obtidos ontem da pasta de Ciência e Tecnologia, junto ao secretário Aldair Rizzi, que liberou a verba para a contratação de pessoal 87 para Londrina, 46 para Cascavel e 182 para Maringá, pelo regime da CLT (Consolidação de Leis Trabalhistas). No quadro estrutural, serão ativados dez leitos de UTIs neonatais em Cascavel, ao passo que no hospital da UEM serão postos em funcionamento a nova ala de pronto atendimento, que funcionará 24 horas/dia, além de mais oito leitos de UTI adulta e de seis leitos de UTI pediátrica.
Para Londrina, a verba será destinada à instalação do hemocentro e dos centros de hemodinâmica e litrotripsia, o que não impossibilita que ela seja aplicada também em melhorias na UTI neonatal. O local, além de operar constantemente no máximo de sua capacidade (sete leitos), sofre ainda com a limitação física e com o quadro restrito de funcionários.
''Contamos hoje com apenas um plantonista 24 horas para a UTI neonatal e a UCI (Unidade de Cuidados Intermediários). Ou seja: se faltam recursos materiais, como leitos, faltam também espaço físico e funcionários capacitados'', afirma o diretor-clínico do HU, Sinésio Moreira Júnior. A enfermeira-chefe da UCI e da UTI neonatal, Maria Inete Brenes, concorda e faz um alerta: ''Não trabalhamos com o número ideal de auxiliares de enfermagem e enfermeiros. Além disso, o espaço entre as incubadoras, bastante estreito, chega quase a impedir que circulemos entre elas, o que pode trazer sérios riscos'', explica. Quanto à questão, por exemplo, o Ministério da Saúde preconiza que cada um desses leitos especiais ocupe o espaço de 3,5 m2 (nas UCIs) e de 5 a 9 m2 (nas UTIs). No HU de Londrina, a realidade passa longe do estabelecido.
A cidade soma hoje aos sete leitos do HU mais dez no Hospital Infantil e outros sete no Evangélico, com o qual, segundo Moreira Júnior, a troca é bastante frequente. ''Quando temos problemas de superlotação aqui, chegamos a enviar equipamentos nossos junto com o paciente que não pudemos absorver''. diz.
Os repasses mensais serão feitos por meio do Programa de Regionalização dos Serviços. Até a semana que vem, representantes dos três HUs beneficiados assinam o convênio com as duas secretarias, além de apresentarem um relatório discriminando a aplicação setorial da verba.

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