Liberado trecho de via entre Londrina e Cambé
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - O trecho de 850 metros na Avenida Antonio Carvalho Lage, entre a Avenida Saul Elkind e a PR-445 (zona norte), foi liberado para o tráfego esta semana, dois anos e meio depois de a Prefeitura de Londrina ter entregue a primeira etapa do serviço de pavimentação e obras complementares. Nessa primeira etapa foram pavimentados 5 km lineares de asfalto, além da implantação de meio fio, galerias pluviais e canaletas em concreto.
Na época a prefeitura informou que não concluiu as obras até a PR-445 porque havia o projeto de construção de um viaduto no local para fazer a transposição da linha férrea. O local continua sem o viaduto. Mesmo assim, o término da ligação entre a Saul Elkind e a PR-445 foi comemorado pelos usuários, já que o trecho é muito utilizado por pessoas que moram em Cambé e trabalham em Londrina e vice-versa.
Estima-se que no trecho circulem quase 60 mil caminhões por ano que transportam soja, combustíveis e insumos para as indústrias da região. O operador de pá carregadeira Rogério Rodrigo Leite, de 39 anos, mora no Conjunto Parigot 1 e trabalha em Cambé. Ele destacou que nos dias de chuva, mesmo conduzindo sua motocicleta com cuidado, havia dias em que o tombo era inevitável. "Agora ficou 100%. Bem melhor do que era antes". Sua moto também ainda estava suja de lama dos dias em que o trecho não havia sido pavimentado. "Agora vai ficar mais fácil de deixá-la limpa", ressaltou.
Opinião semelhante a do enfermeiro Douglas Pereira de Andrade, de 26. Morador de Cambé, ele trafega no mínimo quatro vezes por semana por aquela via porque sua esposa trabalha nos Cinco Conjuntos. "Antes eu passava pela BR-369, mas agora vou trafegar por aqui. Vai desafogar bastante o fluxo por lá e vai integrar mais Londrina e Cambé", analisou.
O auxiliar administrativo Jorge Assumpção, de 52, também elogiou o trecho pavimentado, mas cobrou a continuidade da obra. Parte das obras de galerias pluviais, canaletas de concreto e sinalização ainda não foi concluída e será executada. Fora isso há uma cobrança em relação à construção de um viaduto e também a continuidade da pavimentação da Avenida Primo Campana. "Eles precisam concluir o trecho até o Pool de combustíveis. Depois que eles fizerem isso vai ficar muito bom", cobrou.
RESPONSABILIDADE
Com a conclusão da obra, a velocidade desenvolvida pelos veículos aumentou significativamente, principalmente na Saul Elkind, onde circulam muitos trabalhadores de bicicleta. No local não há placas determinando a velocidade máxima, tampouco há redutores de velocidade, como lombadas ou sinalizadores.
A reportagem entrou em contato com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que informou que a companhia não pode assumir a sinalização enquanto a obra não for entregue pela Secretaria Municipal de Obras, que por sua vez negou que a obra seja responsabilidade dela.
A FOLHA também procurou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que garantiu que a obra foi realizada com recursos federais e não era deles. Já a assessoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que negou essa informação.
O diretor financeiro da Companhia de Desenvolvimento de Cambé também afirmou que a obra não foi executada por eles. A Concessionária Econorte também afirmou que a obra não foi realizada por eles.


