Osmani Costa
De Londrina
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária baixou recentemente resolução alterando parte de uma portaria que, desde o início de fevereiro, proibia a remessa de remédios controlados – com princípios entorpecentes, psicotrópicos e outros – através do serviço dos Correios.
Esta informação foi dada ontem pela coordenadora do setor de produtos e seviços em saúde da Vigilância Sanitária de Londrina, Giane Zupellari. Segundo ela, o envio de medicamentos por meio de correspondência está novamente autorizado desde que seja feito por pessoa física e com a comprovação de que eles são para uso próprio.
A remessa pode ser feita para qualquer cidade do Brasil e também para as de outros países. Prossegue proibido, no entanto, o recebimento de remédios enviados do exterior pelos Correios.
A entrada de medicamentos no país só é possível por meio de empresa importadora autorizada pelo Ministério da Saúde.
Para efetuar a remessa do remédio a parentes, o interessado tem que ir até a Vigilância Sanitária portando a receita médica e a nota fiscal de compra. A guia de autorização é emitida pela vigilância após a checagem destes documentos e a verificação do medicamento que será despachado. O usuário do serviço não paga nenhuma taxa por ele.
Giane Zupellari explica que não há outras restrições ao serviço restabelecido pela Vigilância Nacional, e que os medicamentos podem ser enviados em qualquer quantidade. ‘‘Esta questão, e o valor da remessa o usuário tem que acertar com os Correios’’, explica a coordenadora.
Em Londrina, o envio de remédios para outras cidades brasileiras nunca foi grande, segundo dados da Vigilância Sanitária. ‘‘Nossa maior preocupação é com as famílias de dekasseguis – brasileiros que trabalham no Japão –, que sempre usaram bastante este tipo de envio’’, comentou a coordenadora da vigilância.
De acordo com Giane Zupelari coordenadora, no ano passado o órgão expediu 1.202 autorizações para a remessa de remédios por londrinenses para familiares naquele país.

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