A liberdade provisória concedida pela Justiça ao indiciado James Tolenti Maximovitz, 18 anos, no dia 15, causou polêmica em Pato Branco. O delegado Ivonei da Silva e o coronel da Polícia Militar, Sanderson Diotalev, colocaram seus cargos à disposição. O Conselho Comunitário de Segurança e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizaram reunião anteontem à noite e decidiram interferir na questão.
Maximovitz foi indiciado por assalto à mão armada, juntamente com L.T., 17 anos, na residência do médico e pastor evangélico Eliseo Alberto Batiston, onde rendeu a menor P.G.D. com um revólver apontado para a cabeça dela. James foi liberado mediante o compromisso de internamento numa clínica de recuperação de drogados e problemas mentais, em Curitiba.
Conforme o promotor Javert Martins Filho, o Ministério Público considerou que James é réu primário, menor de 21 anos, tem residência fixa e bons antecedentes. A decisão pode ser revogada caso a família não apresente o comprovante de internamento até hoje.
O coronel da PM relatou os fatos para o comandante geral da PM, Valdemar Krestchner, que determinou que ele não deve ser dispensado das funções. O comando da Polícia Civil no Paraná concedeu ontem 10 dias de licença para o delegado Ivonei da Silva. De acordo com o delegado Pedro Colasso, o pedido de transferência de Silva não foi aceito.

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