Líbano pede a emigrantes ajuda para reerguer país
Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
O governo libanês está convocando emigrantes bem-sucedidos de todas as partes do mundo a investir no país, devastado por uma guerra civil que durou 15 anos. Em novembro em um período de três dias, ainda não definido empresários libaneses e seus descendentes participarão de um encontro, na capital, Beirute, com o presidente Emile Lahoud, e o ministro de Relações Exteriores, Salim Hoss.
O objetivo é saber se eles têm projetos de investimento no Líbano, que beneficiem a eles e ao país, disse à Folha, por telefone, a cônsul libanesa em Brasília, Joana Azzi. No Brasil, o programa está sendo organizado pela embaixada, em Brasília, e os consulados de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
O período de inscrições dos interessados foi entre 15 de agosto e 15 de setembro. Joana Azzi não soube informar o número de libaneses e descendentes que vivem no Brasil e nem quantos se inscreveram no projeto.
Em Foz do Iguaçu segunda maior comunidade libanesa do País, com cerca de 10 mil pessoas , as notícias sobre o projeto não chegaram. Representantes da comunidade tomaram conhecimento dele por meio da reportagem da Folha. Não ouvi nem comentários sobre isso, disse o empresário de confecções Kamal Osman.
A divulgação se resumiu a um anúncio, publicado pela embaixada em alguns jornais brasileiros. Os custos da viagem ficarão por conta dos participantes. Além dos encontros políticos, está prevista uma visita à cidade natal de cada imigrante que aderir ao projeto.
Com 5% do território e um terço da população paranaense, o Líbano é um país rico em cultura e com uma economia expressiva, mas politicamente instável. Entre 1975 e 1990, uma guerra civil entre cristãos e muçulmanos devastou o país. Ainda hoje após quase uma década de paz , prédios modernos convivem com ruínas da guerra em Beirute.





