Libanês é assassinado por amigo em boate
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segunda-feira, 03 de março de 1997
Antonio França Sucursal de Foz do Iguaçu 
Este final de semana foi especialmente violento em Foz do Iguaçu. O assassinato do comerciante libanês Said Ali Salh, 20 anos, em frente à boate Agência Tass, no centro da cidade, chocou a comunidade árabe, formada por cerca de 20 mil pessoas na região da fronteira. Said residia em Ciudad del Este, no Paraguai, mas era frequentador assíduo da boate em Foz do Iguaçu. Ele estava há oito meses na fronteira.
Said morreu depois de discutir com Edilson Santos da Silva, 19 anos, ainda dentro na boate, onde se divertiam. Na saída, por volta de 4 horas da madrugada de domingo, houve uma nova discussão. Na briga, Said desmaiou e acabou levando três tiros à queima-roupa, que atingiram o peito e a cabeça do comerciante.
O assassino ainda fez ameaças em frente a boate. Com o revólver apontado para a cabeça de uma moça que também saía do local, Edilson obrigou que ela o levasse embora. Cinco quadras depois do local do crime, ele pediu para descer e acabou sendo preso pela Polícia Militar.
Ontem pela manhã, amigos do comerciante compareceramm ao IML para lavar o corpo, um ritual árabe após a morte. O corpo de Said vai ser embalsamado e enviado para o Líbano, onde deverá ser enterrado.
AssassinatosAlém do libanês, mais três pessoas foram assassinadas durante o final de semana. A polícia ainda não tem pistas para desvendar o assasinato de Maria Aparecida de Jesus Pereira, 24 anos, morta dentro de casa no Jardim das Flores, periferia da cidade.
José Dias, 24 anos, também foi morto na noite de domingo, enquanto dirigia uma moto CB-400 no bairro Morumbi. Segundo testemunhas, ele foi baleado pelo condutor do Astra com placas ADI-0015. O autor do homicídio não foi identificado.
Outro crime ocorrido no final de semana pode ter sido queima de arquivo ou vingança, segundo a Polícia Civil. Evandro Luiz Muller, que morava na Favela da Invasão, ao lado da Vila C de Itaipu, foi morto com três tiros na cabeça e no tórax.


