Levei 3 anos para deixar as ruas
Kraw PenasApoioT.S., hoje com 50 anos, se prostituiu por 12 anos e só decidiu mudar de vida depois de encontrar apoio numa freiraT.S. é uma senhora de 50 anos, de aparência frágil e feliz. Quem a vê não imagina que ela foi corrompida aos 12 anos de idade por um homem de 55 anos, que propôs a troca de favores sexuais por dinheiro e presentes. Sua figura comportada também não sugere que, depois disso, sua vida tenha seguido o caminho da prostituição. Foram 12 longos anos, passando por diversas doenças sexualmente transmissíveis e uma tentativa de suicídio. Minha vida começou a mudar em uma noite em que uma religiosa voltando da faculdade me encontrou chorando sentada na calçada, e nunca mais me abandonou. T.S. conta que a freira lhe deu apoio e a levou para dentro de casa, na Congregação das Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração, para passar a noite.
Desde então T.S. passou a contar sempre com a ajuda dessa freira, e lutou por três anos para deixar as ruas, até encontrar um homem que quis se casar com ela, mesmo sabendo de sua profissão. Depois de crises de ciúmes e agressões físicas no casamento, a união se estabilizou. T.S. reencontrou uma amiga nas ruas e conseguiu dar a ela apoio para que também se recuperasse. Desde então T.S. passou a se dedicar aos trabalhos desenvolvidos pela Pastoral da Mulher Marginalizada, trabalhando nas ruas como voluntária para a reabilitação de prostitutas.
Segundo T.S., a diferença entre as ruas de hoje e as dos anos 70 é a existência de muita droga. Segundo ela, poucas pessoas trabalham na Pastoral porque o preconceito é muito grande em relação às prostitutas, mesmo dentro da Igreja Católica.





