Curitiba - As 2,2 mil escolas estaduais do Paraná vão passar por fiscalização e vistoria para verificar as condições de infraestrutura. A previsão é de que o levantamento inicie em fevereiro e esteja concluído até 7 de junho. O objetivo deste trabalho, que será realizado em conjunto com o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-PR) é identificar os problemas para, em seguida, elaborar os projetos e executar as obras de melhorias.
Na última quinta-feira, foi realizada a primeira reunião do Grupo de Trabalho Infraestrutura das Escolas Estaduais do Paraná, na regional de Curitiba do CREA-PR. O trabalho é fruto de um pedido do secretário estadual de educação e vice-governador Flavio Arns, para que a entidade ajude na fiscalização e vistoria das condições e da infraestrutura das escolas do Estado.
Cerca de 20 profissionais de entidades como o CREA-PR, Secretaria Estadual de Educação do Paraná, Corpo de Bombeiros, UFPR, IEP-PR (Instituto de Engenharia), e Sanepar, entre outras, participaram do encontro, que teve como foco definir a metodologia que será aplicada para o desenvolvimento do trabalho.
O superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Educação do Paraná, Jaime Sunye, disse que o Estado terá que terminar este levamento até 7 de junho para não correr o risco de deixar de receber a verba anual do MEC, que este ano deve ficar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões. Segundo ele, hoje há 16 escolas fechadas no Estado que estão em processo de intervenção por falta de condições físicas de funcionamento. Ele disse que ainda não é possível estimar o valor que será gasto para realizar as melhorias nas escolas e nem o tempo previsto para isso. Tudo depende dos resultados do levantamento.
''Estamos organizando um plano de ação para que as ideias sejam sistematizadas, uma vez que se trata de um problema bastante complexo'', comentou a engenheira do CREA-PR e coordenadora do grupo de trabalho, Vivian Curial Baêta de Faria. ''Das 2,2 mil escolas sob responsabilidade da Secretaria em todo o Estado, muitas não têm toda documentação completa de registro de móveis e de projetos. Assim, é preciso fazer um diagnóstico da situação para priorizar reformas mais urgentes relacionadas às instalações elétricas, prevenção de incêndio, acessibilidade'', disse.
O grupo de trabalho conta com o engenheiro civil Adailton Marcelo Rehrer, que vem desenvolvendo uma ação semelhante nas escolas municipais de União da Vitória. O diagnóstico, focado mais em questões de inspeção predial - observando detalhes como vazamentos, goteiras, estado das instalações elétricas, entre outros -, permite municiar a prefeitura da cidade com informações e possibilitar ainda uma geração de empregos na região, demandando a necessidade de profissionais para a elaboração de projetos adequados e em conformidade.

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