Na região de Londrina, das 97 notificações de morte encefálica registradas entre janeiro e junho deste ano, foram computadas 32 recusas por parte da família. A Central de Transplantes da Regional Norte realizou um levantamento dos motivos apontados pelos familiares que não permitiram a doação dos órgãos do parente com diagnóstico de morte encefálica nos hospitais da região de Londrina entre 2011 e 2013.
Os principais motivos foram o fato de o doador em potencial ser contrário à doação em vida, o desejo dos familiares de manter o corpo íntegro e o desconhecimento do desejo do potencial doador. Mas no levantamento também aparecem a indecisão familiar, a incompreensão acerca da morte encefálica, as convicções religiosas, o medo de que o processo de doação atrase a liberação do corpo para o velório e até o descontentamento dos familiares com o atendimento recebido no hospital durante o tempo em que o paciente permaneceu internado.
"Temos trabalhado em cima desses dados para ver onde podemos intervir e aumentar as doações de órgãos", disse a chefe da Central de Transplantes da Regional Norte, Ogle Beatriz Bacchi de Souza. Na região de Londrina, o número de doadores no primeiro semestre deste ano caiu em relação ao mesmo período de 2015. No ano passado foram 24 doadores contra 18 neste ano. Dos 50 potenciais doadores notificados de janeiro a junho, 32 não tiveram autorização para doação, o que corresponde a 64% de recusa familiar. (S.S.)

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