Levantamento identifica focos de dengue
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segunda-feira, 10 de outubro de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
A Secretaria de Saúde de Londrina está realizando um levantamento para identificar quais as regiões da cidade registram o maior índice de infestação do mosquito Aedes aegypt, transmissor da dengue. O levantamento começou a ser feito ontem de manhã, por 150 agentes que foram divididos em 25 equipes. Eles estão percorrendo todos os bairros da cidade. A previsão do término do trabalho é sexta-feira ou no máximo, na segunda-feira. A partir daí, vai ser feito um trabalho de combate ao mosquito.
As visitas às residências são feitas por amostragem. De um total de 180 mil imóveis em Londrina, 5% - cerca de 8 mil imóveis - serão visitados. Os agentes identificam os focos do Aedes aegypt, coletam as larvas e encaminham para serem avaliadas no Laboratório de Controle de Endemias. ''Quanto mais rápido identificarmos os focos do mosquito, mais rápida a ação de combate'', afirma o coordenador de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Alfredo Gonçalves.
O último levantamento, realizado em julho deste ano, identificou um índice de 1.1% de infestação do mosquito. O índice permitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é abaixo de 1%, para evitar epidemias e infestação. ''Nosso índice é considerado razoável. Londrina está sob controle, mas podemos melhorar'', explica Gonçalves. As regiões mais atingidas em Londrina este ano foram o Centro, Norte e Oeste.
Apenas este ano foram notificados em Londrina 698 casos de dengue, dos quais 10 foram confirmados. Seis deles são importados e os outros quatro são autóctones. ''A situação em Londrina é tranquila, mas a chegada do calor e da chuva contribui para proliferar os focos.'' Por isso, é importante que os moradores colaborem evitando a água parada em recipientes dentro e fora de casa.
Depois de identificados os bairros com maior índice de infestação, começa o trabalho educativo, recomendando moradores a não deixar água parada em recipientes. Em casos mais graves, são feitos mutirões de limpeza com a participação de outras secretarias do município.
Gonçalves alerta que a dengue não acaba. ''Existe apenas uma diminuição nos focos. Se o índice de infestação for rápido, maior é o risco de proliferar a doença'', afirma.


