O médico-psiquiatra Olmir de Jesus Filho admite que sua letra é ‘‘horrível’’ e de difícil entendimento. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) há cerca de 20 anos, ele diz que já tentou melhorar sua grafia e escrever em letras de forma, mas que não consegue por causa da pressão do grande número de consultas diárias.
‘‘A correria não deixa tempo para eu escrever melhor. Dificilmente consigo almoçar. Entro na clínica às 12 horas e só saio por volta das 19 horas. Neste período, atendo em média 50 pacientes’’, comenta o psiquiatra. Segundo ele, a ilegibilidade de suas receitas nunca causaram problemas de saúde para seus pacientes.
Olmir de Jesus Filho conta que há cerca de dois anos foi visitado e advertido por um funcionário da Secretaria Municipal de Saúde sobre a necessidade de se receitar com letra legível. ‘‘Tentei que a secretária datilografasse as receitas, mas isto se mostrou inadequado do ponto de vista operacional, porque o fluxo de atendimentos é grande. Tentei melhorar a escrita, e até que consegui por uns tempos. Mas depois, com a pressão dos pacientes e a pressa, voltei a escrever feio novamente. Voltei a relaxar.’’ (O.C.)