De acordo com Adriana Paula Fontana Carvalho, coordenadora do curso de Fisioterapia da Unopar e docente da área de Ginecologia e Obstetrícia, as mulheres com paraplegia não têm nenhum impedimento para engravidar. ''É uma gravidez que inspira mais cuidados, já que os lesionados medular têm predisposição para ter sudorese, calafrios e aumento da pressão arterial, mas as mulheres podem engravidar normalmente, a lesão não interfere na fertilidade'', garante.
Dependendo da lesão, a mulher, mesmo cadeirante, vai poder sentir os movimentos do bebê e até as contrações, o que possibilita o parto normal. Segundo a fisioterapeuta, em alguns casos pode ser necessário fazer uma cesariana. ''Tudo vai depender do estado físico da gestante. Se as articulações estiverem preservadas, se a mulher faz corretamente a fisioterapia, pode-se considerar o parto normal.''
Para a profissional, a mulher precisa de um acompanhamento em conjunto, não só do obstetra mas também do fisioterapeuta e do neurologista.
Adriana explica que existem raras situações em que a gravidez não é recomendada, mas isso vai depender da análise médica. A cadeirante pode ganhar um pouco mais de peso, devido a se movimentar menos, assim como ter inchaço nas pernas, mas tudo pode ser contornado com drenagem e cuidados com a alimentação. Também pode haver desconforto nas costas, mas como qualquer gestante. ''Depois do parto, talvez a mulher precise de ajuda nos cuidados com o bebê nos primeiros dias, mas nada diferente do que ela normalmente precisaria. A amamentação também ocorre normalmente.'' (E.G)

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