Curitiba - O governador Jaime Lerner (PFL) defendeu ontem em Curitiba uma reação da sociedade civil organizada contra a greve dos professores e servidores da UEL, UEM e Unioeste. ‘‘Estamos dando provas de boa vontade. A comunidade está vendo isso e vai ser esta mesma comunidade que vai acabar com esta greve’’, afirmou o governador.
Lerner deu a entender que só uma reação da sociedade respaldaria medidas mais duras para pôr fim à greve. As universidades estaduais gozam de autonomia, o que impede o governo do Estado, por exemplo, de demitir ou de promover substituição dos grevistas. ‘‘Londrina, Maringá e Cascavel não vão ficar reféns desta facção política em que se transformou o comando de greve’’, criticou Lerner.
O governador reafirmou posição. Disse que não está em seus planos apresentar plano de cargos e salários para a categoria. ‘‘Eles (os próprios professores) que o façam. Têm autonomia para isso’’, declarou. Lerner cobrou ainda memória dos professores. Disse que seu governo já bancou reajuste totalizado de 114% em favor da categoria.
No dia 18 de janeiro, quando voltou de uma viagem da Rússia, Lerner já havia atacado o comando grevista, chamando-o de irresponsável.

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