Lerner propõe mudar data do vestibular
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sexta-feira, 15 de março de 2002
Benedito Teles<br>Equipe Folha 
Cornélio Procópio - O governador Jaime Lerner (PFL) anunciou, ontem no início da tarde, em Cornélio Procópio, que a Secretaria de Educação vai ceder as escolas estaduais para a realização do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mas ele condicionou o empréstimo à mudança do concurso para os dias 1º a 5 de maio. Anteriormente, a UEL havia decidido realizar o vestibular entre os dias 29 de abril e 3 de maio. Anteontem, a secretária Alcyone Saliba havia sido taxativa em dizer que não cederia as salas de aula.
Lerner argumentou que a data ameniza o prejuízo dos alunos com a perda de apenas dois dias de aula. A proposta foi anunciada durante a cerimônia de entrega de obras do Colégio Estadual Zulmira Marchesi da Silva, na área central. Ele acredita que a cessão das salas nestas datas demonstra a disposição do governo para resolver o problema.
O governador disse acreditar que a proposta será aceita pela instituição porque permite a realização do vestibular sem prejuízo aos estudantes. Não podíamos prejudicar os alunos, mas agora apresentamos uma alternativa, disse.
A secretária afirmou que a decisão não contraria suas últimas declarações. Segundo ela, a posição do governador colabora para a solução do problema.
Alcyone assegurou que os alunos não serão prejudicados porque as aulas serão repostas durantes dois sábados. Ela disse que a proposta anterior era inviável porque solicitava a liberação das salas durante uma semana.
Alcyone atribui a polêmica sobre a cessão das salas de aula à ausência de negociação da direção da UEL com o governo. Não fomos consultados. Faltou diálogo. Anteontem, em entrevista à Folha, ela havia afirmado que pode ser o Papa, mas a gente não prejudica as crianças para atender a outros interesses. E até sugeriu a realização do vestibular em um estádio.
Alcyone lembrou ainda que na Universidade Estadual de Maringá (UEM) o vestibular será realizado em julho, quando há férias escolares.
De acordo com a direção do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar) foram investidos R$ 794,5 mil na recuperação do prédio onde fica o colégio estadual Zulmira Marchesi da Silva. O colégio, com 741 alunos, tem 18 salas de aula em uma área de 3.256 metros quadrados. Além da restauração, foram construídos um laboratório de informática, biblioteca, passarelas cobertas e um portal de entrada.


