Lerner pede sugestões contra violência
Lerner pede sugestões contra violência
Em reunião com jornalistas, Lerner anuncia que em 15 dias criminalidade em Curitiba estará contida, mas não diz como
Vereador diz que há
750 viaturas e 15
ambulâncias do Siate
paradas há dois meses
Israel Reinstein
Marcelo Almeida
AlfinetadaO jornalista Luiz Geraldo Mazza criticou a influência política nas nomeações de delegados e secretários de segurançaQualquer medida para coibir a violência e a criminalidade em Curitiba e região metropolitana só vai ser tomada pelo governo estadual dentro de 10 a 15 dias. Antes, a Secretaria de Estado de Segurança pretende se reunir com representantes de classes para pedir sugestões que ajudem a solucionar a alta criminalidade.
Desde janeiro, foram realizados 49 assaltos a banco e, na última semana, houve oito roubos em agências bancárias, com a morte de um policial. Para o governador Jaime Lerner, que esteve reunido ontem com jornalistas pedindo sugestões para diminuir a violência na Grande Curitiba, a onda de assaltos no Paraná seria uma orquestração, que ele afirma não ser política.
Acompanhado do secretário de Segurança, Rubens Abrahão Tanure, do chefe da Casa Civil, Cândido Martins de Oliveira, e dos coordenadores das polícias Civil e Militar, Lerner afirmou que o problema da violência deve ser resolvido a curto prazo. No entanto, nenhuma medida concreta foi apresentada. Existe um plano para melhorias em diversos pontos da instituição policial, garantiu o secretário Tanure, sem dizer em que áreas e quais são os pontos deficitários.
Tanure disse que o prazo de 10 dias, que precederia o lançamento do programa, é para afinar alguns pontos. Poderemos acertar com mais precisão, atingindo as áreas onde a população sente maior necessidade, explicou. O governador afirmou que, quando for lançado, o programa deverá acabar com a onda de assalto aos bancos e com a violência nas regiões de Curitiba e Londrina. Vamos fazer o mesmo que foi feito com o sequestro e com os assaltos rurais, em que a marginalidade não vingou, por causa do bom trabalho, garantiu.
Críticas e sugestões - Apenas quatro jornalistas falaram na cerimônia - Luiz Geraldo Mazza (Folha do Paraná e CBN), Ivo Lobato (Tribuna do Paraná e Rádio Independência), o vereador José Aparecido Alves - Jotapê (Rádio Independência) e Cibonei Nascimento (do programa Alborguethi). Luiz Geraldo Mazza disse que o problema da segurança no Paraná seria institucional, por causa da influência política que existe na escolha de secretários e nas nomeações. Mazza disse que a presidência da Assembléia Legislativa constantemente põe o dedo nas nomeações.
O vereador Jotapê criticou a falta de organização da polícia, que não atua nas regiões com focos de criminalidade. Não sei se os comandantes alguma vez participaram das ações nessas áreas, sentindo as necessidades dos policiais, questinou. De acordo com Jotapê, o Estado não estaria usando as 750 viaturas e 15 ambulâncias do Siate, que há dois meses estariam guardados no quartel do Guatupê.
O governador rebateu as afirmações de Mazza afirmando que não existe ingerência política na escolha dos profissionais. E afirmou que a distribuição das viaturas deve acontecer nos próximos dias.





