Lerner inaugura Prisão Provisória
A Prisão Provisória de Londrina, localizada na zona sul, finalmente será inaugurada. A solenidade, com a presença do governador Jaime Lerner (PFL) e de secretários estaduais, acontece amanhã, às 9h30. Durante a cerimônia, o governador deverá assinar a ordem de serviço para início da construção da Cadeia Pública. As duas obras são reivindicadas há muito tempo pelas autoridades policiais para solucionar o problema de superlotação dos distritos policiais.
Ontem estava sendo feita a limpeza na prisão. O assessor da diretoria geral da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Carlos Marcassa, informa que todos os produtos necessários para o funcionamento da prisão, como colchões, roupas de cama e material de limpeza e higiene já foram adquiridos. Mesmo assim, não foi marcada ainda a data da transferência dos presos dos distritos. Segundo ele, é preciso um período de adaptações para colocar tudo em ordem.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, diz que pretende fazer a transferência o mais rápido possível. Apesar da capacidade da prisão ser para 144 detentos, ele informa que serão transferidos 180.
Corral Fernandes acredita que este excesso não será prejudicial. Nos distritos, a capacidade é de 104 e estamos com 270 presos. Lá na prisão cabem 144 e não acho que colocar 180 detentos vá dar problema, justifica. O delegado-chefe diz que depois da transferência, apenas o 2º distrito policial (zona leste) abrigará presos, tanto homens quanto mulheres.
O delegado Eurico Max Hummig foi nomeado por Corral Fernandes como o administrador da Prisão Provisória. Segundo o delegado-chefe outros dois policiais, que ainda serão escolhidos, irão trabalhar com Max Hummig. Os agentes penitenciários que atuarão na prisão também foram emprestados para a Secretaria de Segurança Pública pela secretaria de Justiça. Serão cerca de 30 agentes, segundo Marcassa.
A construção da Prisão Provisória, ao lado da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), começou em setembro do ano passado. A princípio, a obra estava prevista para ser concluída em abril. O prazo foi prorrogado para maio e depois anunciado que a inauguração aconteceria neste mês. Foram investidos cerca de R$ 690 mil na obra, que terá 24 celas, com capacidade para seis presos cada uma.
As obras da prisão foram objeto de polêmica por muitos meses por causa da sua destinação. Inicialmente, a obra pertencia à Secretaria Estadual da Justiça e seria utilizada apenas para presos condenados à espera de algum benefício ou julgamento de recursos do Tribunal de Justiça do Estado. Assim, muitos presos não condenados que superlotam o distrito não poderiam ser levados para a prisão.
Em fevereiro deste ano, o secretário estadual de Justiça, Eduardo Rocha Virmond, anunciou que a prisão iria funcionar temporariamente como cadeião - podendo receber detentos não condenados - até a construção da Cadeia Pública, também na zona sul. O acordo foi feito com o então secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira (atualmente chefe da Casa Civil).
Também em fevereiro o Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom) - responsável pela obra - anunciou algumas alterações no projeto original para que a prisão possa servir de cadeião. As modificações foram reivindicadas pelo juiz corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle. Colocação de grades no corredor central, a cada duas celas, muro do pátio de sol de concreto ao invés de alambrado e a construção de uma passarela ligando a cozinha e o refeitório estão entre as mudanças realizadas.Mário CesarLotaçãoPrédio sendo preparado para a inauguração: prisão receberá 180 presos, 36 acima da capacidadeLucilia Okamura





