Lerner inaugura Parque de Guartelá
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de outubro de 1997
Giovani Ferreira 
Ponta Grossa
A região dos Campos Gerais ganha um novo espaço para o desenvolvimento e exploração econômica e racional do ecoturismo. Foi inaugurado ontem, com a presença do governador Jaime Lerner e do secretário de Estado do Meio Ambiente, Hitoshi Nakamura, o Parque Estadual do Guartelá, que tem o sexto maior canyon do mundo, localizado entre os municípios de Castro e Tibagi, a 80 quilômetros de Ponta Grossa.
A abertura do Guartelá, que ficou fechado para a visitação pública por aproximadamente dois meses, período em que o governo desenvolvia obras de infra-estrutura no local, acontece durante a realização do 2º Encontro de Ecoturismo dos Campos Gerais.
Durante o evento, políticos, empresários e ambientalistas estão discutindo alternativas de promoção e desenvolvimento do ecoturismo naquela região.
De acordo com Claudioni Braga (PMDB), prefeito de Castro, município onde está acontecendo o encontro, os 15 municípios da região estudam uma maneira de explorar, de forma racional, o potencial turístico da região.
Queremos transformar os Campos Gerais em um dos principais pólos turísticos do Estado, aproveitando nossas belezas naturais através do ecoturismo, disse Braga.
Ao lado do Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, o Guartelá retrata a importância dos Campos Gerais no processo de preservação ambiental e de desenvolvimento do turismo sustentável.
Além de ser fonte de exploração econômica para os municípios da região, o ecoturismo é considerado estratégico para a conscientização da população sobre a necessidade de preservação de áreas naturais.
O Parque Estadual do Guartelá compreende uma área de 800 hectares. O surgimento do canyon, principal atrativo do parque, aconteceu há aproximadamente 400 milhões de anos, durante o Período Devoniano.
Para transformar o Guartelá em área de preservação ambiental e dotá-lo de toda a infra-estrutura básica para o recebimento de turistas, o governo do Estado investiu cerca de R$ 500 mil, dos quais R$ 325 mil foram para indenizar fazendeiros, que tiveram parte de suas terras desapropriadas.


