Luciana Pombo
De Curitiba
Representantes da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) se reúnem hoje com o governador do Estado, Jaime Lerner, para discutir o aumento do valor do pedágio nas rodovias que fazem parte do Anel de Integração. Ontem, eles estiveram reunidos com o secretário de Estado dos Transportes, Heinz Herwig, e pediram uma solução imediata para o problema. ‘‘Estamos reivindicando a abertura de negociações com o nosso setor, para que possamos discutir de perto este assunto e evitar um aumento abusivo nos preços das tarifas’’, afirmou Valmor Weiss, presidente da Fetranspar.
De acordo com dados apresentados por ele, o preço do frete de Foz do Iguaçu até Paranaguá é de R$ 750,00. As empresas gastam R$ 260,00 para pagar o pedágio (ida e volta), outros R$ 260,00 para combustível e R$ 100,00 para alimentação e não conseguiriam arcar com um custo de pedágio 80% maior. ‘‘Não temos como repassar este valor para o frete. Temos que caminhar de acordo com a lei da oferta e da procura. Além do que, se o frete subir de preço, o preço do que está sendo transportado, como a soja, também terá que subir’’, explicou.
Weiss não quis adiantar os índices de reajuste para o setor debatidos com Herwig, mas disse que os transportadores não aceitarão os 80% que estão sendo negociados com as concessionárias. ‘‘Não somos contra o reajuste. Iremos aceitar o aumento, mas em níveis suportáveis. Só discutiremos de 70% para baixo’’, sinalizou. O presidente da Fetranspar não descartou a possibilidade de participar de paralisações nacionais e regionais caso o acordo com o Estado e as concessionárias não seja firmado.
Atualmente, estão em atividade no Paraná cerca de 2,5 mil transportadoras e 320 mil caminhões, além dos outros 100 mil de propriedade de caminhoneiros autônomos.
Sindicatos A partir de agora todas as entidades filiadas à federação, incluindo o Sindicato das Transportadoras de Cargas de Curitiba, terão que ter uma linguagem única. ‘‘Apenas a Fetranspar está autorizada a falar ou negociar o pedágio com o Estado’’, acrescentou.

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