James Alberti
De Curitiba
Os nomes do governador Jaime Lerner e do prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi foram excluídos ontem do ‘Conselho de Honra’ da Fundação Metropolitana de Desenvolvimento Social e Econômico (Fundese). A entidade é acusada, por moradores da localidade de Guarituba, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, de usar o nome dos políticos para forçar a assinatura de contratos que a permitam intermediar negociações de regularização de áreas invadidas.
Segundo documento enviado ontem a este jornal, o governador e o prefeito da capital não fazem mais parte do conselho desde sexta-feira. Todos os funcionários públicos também foram exonerados. ‘‘A partir do dia 05/02/2000, não fazem mais parte da entidade Fundese os membros citados e demais nomes representantes funcionais de órgãos públicos’’, diz o documento, que cita, embora não assinados, os nomes do presidente da entidade, Emilio Sérgio Dias, e da presidente da União Piraquarense das Associações de Moradores (Upam), Iracema Tinte de Oliveira.
As acusações contra a Fundese foram feitas pelo secretário do Conselho de Representantes da Upam, Isaque Gonçalves de Lima. Segundo o documento, Lima ‘‘não tem autoridade de representar ou alegar informações sem conhecimento da atual diretoria da Upam.’’ No documento o presidente da Fundese também nega as acusações.
Conforme Lima, a Fundese pretendia cobrar R$ 45,00 de cada família para legalizar o terreno, realizar serviços topográficos e levantamento sócio-econômico dos moradores do Guarituba. Na região, a Upam estima que haja entre 12 mil a 15 mil famílias. A cobrança renderia à fundação entre R$ 540 mil a R$ 675 mil.
Para Lima, o pagamento dos serviços é desnecessário, já que a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e a prefeitura de Piraquara estariam pôr realizar um trabalho para regularizar os terrenos ainda neste ano.

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