Lerner dribla polêmica do aeroporto
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Jackson PiaiaNo papelLerner assina convênios com o reitor da Unioeste, Erneldo Schallemberger: agradecimentos O governador Jaime Lerner (PDT) disse ontem em Cascavel, ao encerrar visita à cidade, iniciada anteontem, que caberá à comunidade decidir a localização do aeroporto projetado para Cascavel.
O governador evitou dar uma resposta conclusiva, ciente da polêmica que envolve a região sobre a construção do aeroporto. Lerner sugeriu o aproveitamento da área do aeroporto atual, construído há 20 anos, o que exigiria um estudo para comprovar se as adaptações necessárias seriam viáveis.
O impasse criado em torno da construção do aeroporto vem adiando o início de obras. Os problemas são a localização estabelecida e a polêmica com municípios vizinhos que propõem a construção de um aeroporto regional de Cascavel e Toledo. O futuro aeroporto de Cascavel deverá ter porte para vôos internacionais e funcionar como alternativa para Foz do Iguaçu.
A questão do aeroporto é polêmica por envolver interesses conflitantes. A obra vem sendo preparada desde 1991, na primeira gestão do prefeito Salazar Barreiros (PPB), que conseguiu gratuitamente os projetos técnicos com a Aeronáutica.
O local escolhido foi a Fazenda Piquiri, junto à BR-369, a 15 quilômetros da cidade. Em 91, a área teve 80 de seus 2,73 mil alqueires decretados de interesse para desapropriação. Porém, a medida não foi efetivada. Em 96, a Copel comprou a fazenda para reassentar famílias que terão terras alagadas pela barragem da Usina de Salto Caxias, no Rio Iguaçu. As famílias de agricultores se recusam a aceitar a solução.
O prefeito e empresários de Cascavel insistem no argumento que a fazenda é o local ideal. Para complicar ainda mais a situação, deputados liderados por Duílio Genari (PPB), de Toledo, e prefeitos da região pediram ao governador que apóie a idéia do aeroporto regional entre Toledo e Cascavel.
Lerner preferiu não tocar no assunto. Disse apenas que respaldará qualquer das alternativas sugeridas, inclusive a que propõe que a Copel compre área complementar à fazenda, para relocar parte das famílias, retirando-as do eixo do aeroporto. Outra hipótese seria escolher outra área no próprio município de Cascavel, perto da cidade.
Neste caso, seria necessário comprar mais terrenos vizinhos, para fazer ampliações e mudanças necessárias. A primeira mudança é a posição da pista. Ela teria que ser alterada, pois está em sentido inadequado em relação aos ventos predominantes. O problema dificulta a operação até mesmo de pequenas aeronaves (já ocorreram acidentes).


