A greve na Universidade Estadual de Londrina (UEL), iniciada em 17 de setembro e completando 65 dias hoje, foi classificada pelo governador Jaime Lerner como ''política''. Segundo ele, por intermédio da Secretaria de Administração e Casa Civil o governo está aberto ao diálogo com os grevistas. Ele, pessoalmente, não pretende receber nenhum membro do comando de greve das universidades estaduais de Londrina, Maringá e do Oeste do Paraná.

O governador defendeu a volta às aulas e frisou que
''não há razão para que se obstrua o direito dos alunos de aprender''. Na opinião dele, não existe nenhum Estado em todo o País que tenha dado tanta atenção à educação quanto o Paraná. ''Cada estudante que ocupa um dos bancos da UEL custa aos cofres públicos R$ 1 mil mensais'' - informou.

Os professores e servidores das universidades estaduais reivindicam reposição salarial de 50,03%, referente a perdas dos últimos seis anos. (Leia mais sobre a greve na página 4) (M.B.)

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