Lerner cobra vigilância mais intensa
Carmem Murara

Arquivo Folha
Lerner: ‘‘Não basta segurança, o povo tem que se sentir seguro’’Preocupado com o desgaste sofrido pelo governo por causa do aumento da violência urbana, o governador Jaime Lerner cobrou ontem dos comandos das políciais Civil e Militar a execução imediata de um plano emergencial. O governador quer que os policiais saiam dos quartéis e delegacias para atuar nas ruas, para que a população veja o policiamento ostensivo. ‘‘Quero o povo se sentindo seguro, porque não basta ter segurança - é preciso ter a sensação de segurança’’, afirmou ontem o governador. Na noite anterior, ele teria chegado a cogitar da substituição do secretário da Segurança, Rubens Tanure, segundo uma fonte palaciana. Ontem, contudo, já não se falava mais no assunto.
A reunião com os comandantes abriu a agenda de Lerner ontem pela manhã. Antes das 8 horas, ele e parte de sua equipe estiveram reuidos no ‘Chapéu Pensador’ - sede do governo na Copel. Estavam presentes o secretário da Segurança Pública, Rubens Tanure, e o chefe da Casa Civil, Cândido Martins de Oliveira.
O encontro teve tom de cobrança. Lerner exigiu menos conversa e mais ação para colocar em prática uma atuação emergencial na cidade. governador usou o reajuste salarial, dado aos policiais militares em 1996, para cobrar o trabalho da corporação. ‘‘Temos a polícia mais bem equipada, mais preparada e mais bem paga, com seguro de vida e tudo. Agora, quero resultado’’, exigiu.
Ele disse que antes mesmo de os últimos acidentes eclodirem na Região Metropolitana de Curitiba, o governo já tinha decidido investir em segurança. ‘‘Nós tinhamos um plano pronto’’, afirmou. Lerner disse ainda que não cabe tentar descobrir as razões de tanta violência na cidade, mas sim agir imediatamente.

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