LER afasta bancária do trabalho
A bancária Loreni da Fontoura Dalla Corte, 43 anos, teve LER. Em novembro do ano passado ela se afastou do trabalho por mais de 30 dias porque não conseguia mexer o braço. A dor era insuportável. As pessoas deveriam estar mais atentas e informadas a respeito da LER para evitar o último estágio.
O diagnóstico de Loreni foi confirmado em perícia do INSS. Mesmo agora, depois de controlada a inflamação, ela está proibida pelos médicos de exercer a mesma atividade dentro do banco. Eles me aconselharam a fazer aulas de alongamento. Os resultados são ótimos. Ela é uma das alunas de Clairi Germanovix.
Loreni Dalla Corte explica que as aulas de alongamento são personalizadas. Para a bancária, os fatores que a levaram a desenvolver a LER foram: trabalho sob pressão, horário ininterrupto e a falta de equipamentos adequados.
Ela comenta que além da dor e do afastamento do trabalho, o paciente de LER sofre muita discriminação por parte do empregador e dos colegas de trabalho. As pessoas costumam achar que é frescura. Só quem teve LER sabe o sofrimento, afirma. Ela conta que depois de retornar ao trabalho, ela foi orientada pela empresa a se engajar em um programa de demissões voluntárias porque estaria com o braço doente e não poderia mais servir aos interesses do banco.
As pessoas que tiverem suspeita de LER devem comunicar formalmente a empresa e exigir a emissão do Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT) para evitar complicações, orienta. O INSS faz a perícia para confirmar o diagnóstico do médico. Se o período de afastamento indicado for superior a 15 dias a licença médica é paga pelo INSS.





