Leptospirose preocupa em Curitiba
Um pouco maior do que o número registrado em períodos normais, já começa a preocupar o índice de casos suspeitos de leptospirose em Curitiba. Depois de um longo período de chuva, que começou em janeiro deste ano, já foram registrados, pela Secretaria Municipal de Saúde, 119 casos atendidos pelas unidades de saúde e prontos socorros da cidade. Só o Hospital das Clínicas, um dos maiores da região, atendeu sete casos do dia 22 de fevereiro até o dia 9 de março e vinte desde o início do ano.
Segundo a secretaria de saúde, é difícil precisar quantos são decorrentes da última enchente. E como o período de incubação da doença é de 14 a 21 dias, o problema se torna ainda mais preocupante. Há expectativa de que novos casos surjam até o próximo dia 16 de março, quando será completo o ciclo da enchente do dia 22 de fevereiro, uma das piores no que diz respeito a número de regiões atingidas.
É difícil falar em datas, diz a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Eliane Maluf. Mas esta seria uma delas, se contássemos o período de incubação desde a última enchente. O problema é que mesmo depois as pessoas ainda têm contatos com poças e alagamentos, e fica difícil precisar quando podem surgir novos casos.
De acordo com a diretora, os cuidados devem ser tomados sempre, independentemente do período, até porque se detectada precocemente e tratada com antibióticos a leptospirose tem cura. Com antibióticos, o tratamento não ultrapassa os dez dias. E todo o medicamento está disponível nas unidades de saúde do município.
Febre, vômito, calafrios, diarréia e principalmente muita dor nas pernas fazem parte dos sintomas da doença, que se não tratada pode evoluir para uma insuficiência renal. O contágio se dá pela bactéria leptospira, através da urina do rato e de outros animais que se misturam às águas da enchente.ArquivoEnchente pode espalhar a bactéria leptospira, transmitida por ratosVivian de Albuquerque





