O movimento registrado durante essa semana nos postos de saúde e hospitais de Curitiba pode confirmar a expectativa de um grande crescimento no número de casos de leptospirose na cidade. Como hoje faz nove dias da ocorrência da forte chuva que alagou Curitiba, as pessoas que tiveram contato com as águas estariam esta semana no meio do período de incubação da doença - transmitida por fezes e urina de ratos - que é de cinco a 21 dias.
Segundo a coordenadora de Desenvolvimento e Saúde Ambiental da Prefeitura de Curitiba, Lúcia Isabel de Araújo, teoricamente, sempre depois de uma enchente existe aumento de doenças transmitidas pela água, como leptospirose e hepatite A.
Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e chefe de enfermaria do Departamento de Clínica Médica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC), José Luiz de Andrade Neto, ainda é cedo para constatar aumento no número de casos. Andrade Neto alerta que os administradores públicos devem ficar atentos.
Apesar da cautela do diretor em não alarmar a população, um médico do pronto-atendimento do HC diz que já sentiu crescer o número de atingidos pela doença. Este médico, que pede para não ser identificado, afirma que vem atendendo a uma média de três casos de leptospirose ao dia.
A Secretaria de Saúde vem monitorando a evolução da leptospirose ao longo dos anos e já descobriu que a maior número de casos acontece no mês de março, acompanhando o crescimento do volume de chuva.

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