Londrina
A partir de quinta-feira a 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina terá nova chefia: sai Leonyl Ribeiro e entra Wanderci Corral Fernandes, atual delegado-adjunto da 10ª SDP.
A mudança de chefia foi confirmada ontem pelo delegado-adjunto da Polícia Civil do Interior, Guido Carvalho. Segundo ele, Leonyl Ribeiro deverá assumir a chefia da Corregedoria da Polícia Civil em Curitiba.
Ribeiro foi ontem pela manhã para Curitiba a pedido do delegado-geral da Polícia Civil, Arthur Braga, para opinar sobre o projeto do Presídio Provisório, que deverá começar a ser construído no próximo mês.
Ele recebeu a notícia de sua demissão pelo delegado do Departamento da Polícia do Interior (DPI), Adir Proença, por volta do meio-dia de ontem. Um amigo que estava na sala no momento da notícia conta que Leonyl teria dito que aquilo era ‘‘uma traição’’. As pressões junto à cúpula da Polícia Civil para retirar Leonyl Ribeiro de Londrina vêm desde que chegou à Cidade, em maio de 96. Em menos de dois meses na função de delegado-chefe, ele afastou e removeu policiais envolvidos em acusações de extorsão, roubos e golpes - entre eles, os conhecidos como ‘‘três por um’’ e do ‘‘chute’’.
Naquela época, em entrevista à Folha, Leonyl Ribeiro disse que continuaria a ‘‘limpar’’ a 10ª SDP e a cobrar mais empenho dos policiais. Também confidenciou a amigos que, por causa daquelas medidas diciplinares, estava sofrendo pressão de superiores, que pediam para não ser ‘‘muito radical’’.
Há cerca de dois meses, durante uma festa em homenagem a Wanderci Corral Fernandes, promovido a delegado de primeira classe, diversos policiais saudaram o então delegado-adjunto da 10ª SDP como já empossado no lugar de Leonyl Ribeiro. Os comentários davam conta de que Leonyl Ribeiro cairia por pressão de políticos que tinham assumido compromisso com Fernandes.
Leonyl Ribeiro também sofreu pressão por ter assinado, junto com o prefeito Antonio Belinati, o documento decretando ‘‘estado de emergência’’ em Londrina, pela falta de segurança na Cidade. O estopim para o decreto foram os problemas - fugas e rebeliões - decorrentes da superlotação nos distritos policiais. A medida foi duramente criticada pelo secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira. Dias depois o secretário veio a Londrina anunciar projetos para a Cadeia Pública e do Presídio Provisório.
Por intermédio de sua assessora de imprensa, Lucia Rita, o secretário Martins de Oliveira disse à Folha que não interferiu na saída de Leonyl Ribeiro e que a medida era de exclusiva responsabilidade do delegado geral da Polícia Civil, Arthur Braga. Braga não foi encontrado para falar a respeito.

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