A frota de veículos da Prefeitura de Londrina será terceirizada. A informação é do secretário da Administração, Moysés Leônidas (PDT). A proposta foi elaborada pela secretaria, baseada em levantamento técnico, feito pela empresa Localiza National, sobre a situação e os gastos com a frota. Segundo Leônidas, o prefeito Antonio Belinati aprovou a idéia.
O secretário acredita que em agosto seja realizada a licitação. O edital já está sendo elaborado. Na primeira etapa, será terceirizada a frota de veículos leves, ou seja, carros de passeio e utilitários. ‘‘Vamos continuar os estudos para terceirizar também os serviços de caminhões e tratores’’, revela Leônidas. Com a terceirização, os 122 veículos da frota atual serão leiloados. A perspectiva é de que o leilão renda R$ 487 mil.
Leônidas afirma que o levantamento apontou dados que comprovam as vantagens da tercerização. Ele explica que a frota é antiga, está depreciada e exige investimentos constantes. Na manutenção dos veículos leves (carros de passeio e utilitários), são gastos mensalmente cerca de R$ 117 mil. O custo mensal da terceirização, apontado pelo levantamento, é de R$ 116 mil. ‘‘Ou seja, vamos economizar e ao mesmo tempo teremos melhor qualidade de serviços’’, acredita Leônidas.
Segundo Leônidas, cerca de 35% dos veículos da Prefeitura estão batidos ou quebrados. Ele conta que todos os dias os carros dão problemas. ‘‘Isso dificulta o trabalho de todas as secretarias.’’. Para o secretário, a terceirização vai acabar com essas dificuldades. ‘‘A empresa que vencer a licitação terá que fornecer veículos novos e a cada 40 mil quilômetros rodados, trocá-los. A manutenção também ficará por conta da empresa.’’
O ex-prefeito Luis Eduardo Cheida (PT) disse, durante sua gestão, que foram feitos estudos sobre o assunto. Segundo ele, a terceirização não mostrou-se viável. ‘‘O dinheiro que iríamos pagar em seis meses de terceirização de um carro era suficiente para comprar um novo’’, disse ele à Folha ontem. Cheida ressalvou, entretanto, que a situação pode ter mudado e agora ser pode vantajoso para a Prefeitura.
Para o ex-prefeito, a terceirização e venda total da frota não são aconselháveis. Ele argumenta que a Prefeitura acaba ficando vulnerável ao mercado. ‘‘Sem frota, os serviços das empresas serão imprescindíveis. Dessa forma, a Prefeitura fica na mão dos fornecedores.’’
O que chamou a atenção do ex-prefeito foi o fato do levantamento da situação dos carros ter sido realizado por uma empresa que trabalha com locação de veículos e que provavelmente vai participar da licitação. ‘‘É insensato. A Prefeitura tem pessoas habilitadas a fazer esse tipo de estudo. Existem comissões de avaliação’’, diz Cheida.
O ex-prefeito afirmou que durante sua gestão renovou 25% da frota total. ‘‘Foram carros, caminhões e tratores que compramos novos e que devem estar com boas condições. Não vejo por quê leiloá-los.’’ Cheida explica também que, no caso de venda do patrimônio público, legalmente devem ser feitas três avaliações do bem, para formar o preço.

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