Leônidas Marques ‘incha’
e enfrenta novo problema
Para Capitão Leônidas Marques mudaram-se não apenas operários braçais – os ‘‘barrageiros’’ – ou trabalhadores mais especializados, como técnicos e engenheiros. Chegaram também muitas pessoas que viam a possibilidade de empregos ou de abrir negócios próprios. O prefeito Altair Zeniewicz (PSDB) relata que o município tinha no máximo 13 mil habitantes, chegou a 17 mil, ‘‘e hoje são aproximadamente 15,5 mil’’. A flutuação indica que, com o fim das obras da usina, muitos operários sem qualificação permaneceram na cidade, inclusive porque, após Caxias, a Copel não iniciou outra obra.
Da população, que no início da década era majoritariamente rural, hoje mais de 65% estão na cidade, para onde foram atraídos inclusive muitos filhos de agricultores (no município há basicamente minifundiários). Os contrastes se repetem: no período sob influência positiva de Caxias, os alvarás licenciados pela prefeitura foram em escala crescente, chegando em um ano até a 628; agora, em todo o ano em curso, não deve ser superada a faixa de 400 alvarás. A arrecadação da prefeitura, que já chegou a mais de R$ 500 mil ao mês, limita-se agora ao máximo de R$ 370 mil.
Impostos como o ISSQN ‘‘minguaram’’ rapidamente, segundo o prefeito. Os encargos porém se elevaram, com o aumento dos problemas sociais. ‘‘Com muitos desempregados, é claro que o nível de alimentação da população cai, e aí estoura na saúde’’, observa Altair Zeniewicz, apontando que, antes, o gasto com postos de Saúde e outras estruturas de atendimento era de no máximo R$ 35 mil ao mês e hoje chega a R$ 65 mil. O prefeito frisa também que a cidade passou a conviver com o ‘‘fato novo’’ dos barracos e casebres, na periferia, e com a invasão de muitos terrenos particulares ou da prefeitura.

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