Leões do Parque do Ingá vão passar por tratamento dentário
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sexta-feira, 25 de julho de 2003
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá O casal de leões Kimba e Doti, que vivem no Parque do Ingá, serão submetidos a um tratamento dentário nesta segunda-feira. Os animais estão com a polpa dos dentes caninos exposta devido a fraturas que tiveram pelo hábito de roer troncos e a grade do recinto onde estão. Kimba e Doti serão sedados e o tratamento de canal nos dois felinos será feito no próprio recinto, no interior do Parque do Ingá.
Apesar de exigir equipamentos especiais e importados, o tratamento não terá nenhum custo à direção da reserva, já que o odontoveterinário José Ricardo Pachaly, pesquisador da Universidade Paranaense (Unipar), de Umuarama, concordou em realizar os procedimentos gratuitamente.
De acordo com a médica veterinária do Parque do Ingá, Evandra Voltarelli, o tratamento é necessário para evitar que os animais sofram de dor de dente. Ela explica que o hábito dos leões de roer a grade e o tronco de árvore é comum entre os animais. Mas, no caso dos felinos, este tipo de mastigação é mais intensa devido o estresse e a ansiedade causados pelo cativeiro. Ela afirma que os animais passarão por todas as etapas comuns de um tratamento de canal em humanos. A diferença é o tempo. Evandra acredita que o tratamento dentário de cada um vai durar mais de uma hora.
Kimba e Doti foram doados pelo Zoológico de São Paulo e chegaram em Maringá ainda filhotes. Kimba está no Parque do Ingá desde 1994. A direção do Zoológico de São Paulo fez a doação para o Parque do Ingá, em função de uma reportagem publicada na Folha de Londrina sobre a iminente morte de ''Rei'', um leão que vivia na reserva há muitos anos e estava bastante debilitado em função da idade. Doti chegou em Maringá em 1997.
Atualmente, o casal Kimba e Doti vive no mesmo recinto. Eles têm vida sexual ativa mas não podem procriar, já que o leão foi submetido a uma vasectomia.


