Lentidão em projeto irrita comunidade
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quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Célia Guerra<br> De Londrina 
Falta de sinalização nas ruas, ausência de semáforos em pontos considerados críticos, bueiros entupidos e um grande fluxo de veículos na maioria das ruas do bairro. É esse o panorama do sistema viário da Vila Casoni (zona leste), um dos bairros mais antigos de Londrina, que tem sido motivo de muitas reclamações dos moradores junto aos órgãos municipais competentes.
''Estamos esquecidos'', resume o radialista Otávio Gianelli, o ''Limpa-Trilho'', como é mais conhecido. Ele mora na Vila Casoni há 54 anos e lamenta o descaso da prefeitura em executar as mudanças apontadas pela comunidade. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), segundo a presidente do Bairro, Benedita Gonçalves, realizou recentemente duas reuniões com os moradores para a execução do plano de mudanças, mas até agora nada foi feito. Limpa-Trilho disse que a comunidade irá esperar por mais 30 dias. Caso as mudanças não sejam implantadas eles ameaçam fechar as ruas. ''Não queremos ter vítimas fatais para a implantação das sinalizações'', enfocou.
Os cruzamentos das ruas Jorge Casoni com Belém e Rio Grande do Norte, Caraíbas com Guaranis, são apontados pelo radialista como os mais perigosos do bairro. ''É difícil passar uma semana sem que ocorra algum acidente nesses locais'', observou. Os acidentes ganham proporções mais sérias, segundo ele, porque no impacto da batida muitas vezes os carros sobem nas calçadas e acabam atingindo outros carros estacionados, casas e estabelecimentos comerciais.
A empresária Nilcelene Fonseca Silva, proprietária de uma casa de tintas no cruzamento da Jorge Casoni com a Belém, comenta que a sua loja já foi atingida duas vezes, a última delas na semana passada. A mesma cena já foi presenciada várias vezes pelo açougueiro Roberto Dias. Ele trabalha na esquina da Guaranis com a Caraíbas e já teve o próprio carro atingido duas vezes por estar estacionado a cerca de 30 metros do cruzamento. ''Só na semana passada ocorreram dois acidentes aqui'', destacou.
O presidente do Ippul, Jurandir Guatassara, justifica que o atraso no início das obras é de responsabilidade da própria comunidade que demorou para enviar as cópias das atas das duas reuniões realizadas em abril e maio. As cópias continham as sugestões dos moradorespara as alterações. O Instituto espera concluir o projeto ainda esta semana e enviá-lo para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), responsável pela execução.
A programação das obras pela CMTU, segundo o presidente, Wilson Sella, acontece imediatamente à chegada do projeto na companhia. ''O início dos trabalhos demoram em média 30 dias após esse recebimento'', garantiu.


