Lentidão da Justiça leva mãe
a escrever carta para ministro
Célia Baroni
Paulo WolfgangApeloNadir Medeiros Pereira e as cartas: filho morto em tiroteioNadir Medeiros Pereira quer quer que o ministro da Justiça, Renan Calheiros, e o secretário estadual da Justiça, Eduardo Rocha Virmond, intercedam no Fórum de Londrina para dar mais agilidade ao processo que apura a morte de filho dela, Cristian Moretto. Ontem à tarde, Nadir enviou correspondência para o ministro, com cópias para o secretário Virmond e o ouvidor-geral do Estado, João Elias de Oliveira. Na carta, ela explica o caso e reclama da lentidão da Justiça.
Cristian morreu em abril de 97, nove meses e cinco dias depois de ser atingido por uma bala, durante um tiroteio em lanchonete da Vila Siam (zona leste). Durante todo este período, Cristian viveu em estado vegetativo.
O tiroteio aconteceu no dia 12 de julho de 96. Ao entrar na lanchonete com alguns amigos, Cristian teria encontrado uma conhecida e comprimentado a moça. Ela estava acompanhada dos irmãos Joel e Rubens Mendes de Queirós, de 30 e 32 anos, respectivamente, que não gostaram da atitude de Cristian. Os dois acusaram o rapaz de ter ‘‘mexido’’ com a moça e iniciaram o tiroteio. Charles Roger da Silva, amigo de Cristian, foi atingido na boca e na altura do ombro Uma bala acertou Edenildo Rodrigues na barriga. Os irmãos fugiram em seguida.
Joel e Rubens foram denunciados por homicídio qualificado por motivo fútil, crime sujeito a pena de 30 a 32 anos de detenção. Segundo Nadir Pereira, o processo está parado na 1ª Vara Criminal. O juiz Jurandir Reis Júnior precisa ouvir a dona de lanchonete onde ocorreu o crime, que mudou para Curitiba. Nadir conta que conseguiu o endereço e o forneceu para a justiça. ‘‘Fiquei sabendo que a carta precatória foi mandada com endereço errado e voltou. Já se passaram meses e ainda não foi tomada nenhuma outra providência para que ela seja ouvida e o processo avance. É um absurdo’’, afirma.
Depois de ouvir todas as testemunhas da defesa e acusação, o juiz receberá as considerações finais de cada parte. Só então ele vai decidir se os réus serão pronunciados e levados a julgamento popular.

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