Um incêndio na madrugada de ontem em uma chácara que comercializa lenha, no jardim Aclimação, em Maringá, assustou os moradores da região. O local serve para a separação de galhadas dos troncos de árvores e em abril passado moradores já haviam reclamado sobre os perigos da queima dos galhos. O fogo começou por volta das 2 horas da manhã e só foi controlado depois das 7 horas pelos bombeiros. Vizinhos da chácara contaram que as chamas alcançaram mais de 15 metros.
Os bombeiros que atenderam ao chamado dos moradores calculam que 250 metros cúbicos de lenha foram queimados. Um caminhão comum tem capacidade para transportar cerca de 24 metros cúbicos. Foram utilizados 30 mil litros de água para controlar as chamas. O maior perigo no local é a proximidade com a cabeceira da pista do aeroporto, que fica a menos de 200 metros da área onde a madeira é separada.
O chacareiro Elpídio Carvalho, que mora ao lado do local onde a lenha queimada estava, disse que acordou de madrugada com o barulho do fogo. ‘‘Chamei o pessoal e todo mundo ficou muito assustado’’, disse. Ele garantiu que não foram os responsáveis pela lenha que colocaram fogo, e talvez pessoas que passam na estrada em frente. O curioso é que apenas galhos sem valor comercial, que estavam entre a madeira mais grossa foi queimado. Ontem no início da tarde ainda existiam alguns focos de fogo rente ao chão.
O proprietário da chácara, José Dias do Carmo, não quis falar nada sobre o incêndio. Ele alegou que teve problemas com a fiscalização da prefeitura na última vez que deu entrevista. Na denuncia anterior, ele disse que recebia as árvores cortadas pela prefeitura e pelas empresas contratadas da Copel, separava os galhos e vendia apenas os troncos. O preço na época era de aproximadamente R$ 3,00 o metro cúbico. Carmo afirmou na época que deixaria de trabalhar com lenha.
O chefe do setor de parques e jardins do Município, José Carlos Cardoso, disse em abril que iria proibir a atividade na chácada de Carmo. Ele garantiu que a preeitura não fornecia lenha para o chacareiro e que todas as árvores cortadas eram destinadas a um curtume e o dinheiro repassado ao Provopar. Ontem ele não foi localizado na Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente. Um funcionário do setor de fiscalização disse que desconhecia o incêndio de ontem, e que iria mandar um fiscal para o local.

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