Leituras estimulam imaginação, criatividade e relações afetivas
O contato com a literatura faz com que as crianças desenvolvam melhor o racioncínio e a criatividade. A psicóloga Edna Maria Zolet acredita também que as pessoas que ouvem contos quando pequenas são mais afetivas que as outras. Quem não tem a figura dos avós ou dos pais contadores de histórias, acaba tendo na escola uma oportunidade para conhecer, ao menos, os clássicos infantis.
Além dos professores em sala de aula, as escolas tem à disposição projetos especiais na Biblioteca Pública do Paraná, nas bibliotecas da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), nos Faróis do Saber e no Bosque Alemão. Pessoas que vivem de contar histórias ainda existem e usam seu conhecimento e sua imaginação para incentivar as crianças à leitura.
O projeto O Contador de Histórias, da FCC, começou em 1995, e hoje ocorre uma vez por semana, às 15h, numa de suas bibliotecas. À frente das interpretações, está o ator Carlos Daitschman, 42 anos. O roteiro tem principalmente histórias brasileiras, ucranianas, italianas e orientais. Elas vêm de livros, de relatos de pessoas ou da imaginação. Daitschman já inventou várias histórias, que conta para as crianças e ainda pretende escrevê-las. Escolho a história na hora e de coração. Antes, tinha um planejamento. Hoje, chego na biblioteca e começo a contar, diz. Daitschman fala que quer apresentar às crianças o universo presente nos livros, que é um retrato do mistério da realidade.
Para ajudar a criar o clima infantil, Daitschman usa chapéus e roupas diferentes, mas diz que pretende deixar de lado os artifícios. Estou caminhando para ficar apenas com a alma da palavra. Afinal, ela é que traz o imaginário. O ator também conta histórias para pessoas da terceira idade, pacientes de hospitais psiquiátricos, professores, bibliotecários e atendentes de creches.No ano passado, Daitschman falou para 12 mil pessoas. (A.C.)





