Leitura para toda a família
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Carolina Gabardo Belo<br> Equipe da Folha 
"Pare para ler", é isso que querem dizer os estudantes da Escola Municipal Ditmar Brepohl, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), quando utilizam uma "mãozinha" colorida para chamar seus familiares a um momento especial. Em uma sacola, eles levam para casa livros, gibis e revistas que são compartilhados entre a família e criam o hábito da leitura conjunta.
O projeto "Sacola Itinerante da Leitura em Família" começou há pouco mais de um mês e já conquistou as 530 crianças da educação infantil e do ensino fundamental que estudam na escola. Cada turma possui uma sacola, composta por 13 publicações de variados conteúdos, que fica dois dias na casa de cada aluno. A proposta é expandir às famílias o acesso à literatua, bem como integrar pais e filhos.
Nesse tempo, eles podem escolher qual será a leitura, sem compromisso com notas nas disciplinas. Tudo é registrado em um caderno, por meio de depoimentos de pais e alunos, que contam como foram os dois dias junto com o material. Quando a criança ainda não sabe escrever, desenhos mostram como foi a experiência. Em muitos deles, imagens de toda a família mostram que o objetivo foi alcançado.
Fora do caderno de registro, as professoras já percebem os resultados no desenvolvimento dos alunos. Os benefícios vão desde a atenção nas aulas até a melhoria na interpretação de textos e responsabilidade nos compromissos com a escola. Os reflexos também saem da sala de aula e chegam às famílias. "Aqui é só uma semente que estamos plantando. É uma marca na vida deles, que eles não vão esquecer, principalmente os momentos que vivem em casa, com os pais", afirma a professora de apoio pedagógico, Erica Meirelles.
Prova disso são os depoimentos dos pequenos leitores. "Foi muito bom ler com a minha família, gostei das revistas e dos livros", lembra Rebeca, 9 anos. "Eu não lia muito com a minha família e comecei quando levei a sacola para casa", conta Gabrielli, 7. "Aprendi a ler mais", diz Isabella, 10.
As professoras comemoram ainda o envolvimento da comunidade com as atividades escolares. A grande surpresa aconteceu na comemoração pelo Dia das Mães, quando foi superado o número de participantes esperados para o evento. "A comunidade está começando a entender que a escola é nossa. Estão se apropriando dela", avalia a mãe Kelly Regina Camargo dos Santos.


