Marcos NegriniEquipamentosCosta Filho: ‘‘As UTIs vão apenas aliviar o atendimento pelo SUS’’; faltam servidoresOs dez leitos da UTI em instalação no Hospital Universitário de Maringá (HU) já estão prontos para funcionar. Todos os equipamentos estão prontos e o HU aguarda apenas autorização da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia para realizar concurso público e contratar 101 novos servidores, entre eles 24 médicos.
As obras dos seis leitos de UTI para recém-nascidos e quatro para adultos foram concluídas em 50 dias e custaram R$ 70 mil aos cofres do hospital. Os equipamentos foram comprados pela Secretaria Estadual de Saúde, num total de R$ 676 mil.
‘‘Essas UTIs são provisórias e não vão resolver o problema da falta de leitos em Maringá. Vão apenas aliviar o sistema’’, afirmou o médico Esmeraldo Ribeiro da Costa Filho, diretor do HU. No ano passado, nove pessoas morreram nos corredores do HU por falta de leitos de UTI nos hospitais de Maringá conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nos três primeiros meses deste ano, foram sete os mortos por falta de leitos.
A UTI neonatal foi dividida em duas salas (uma delas é reservada para bebês com algum tipo de infecção). Cada uma tem duas incubadeiras e um berço aquecido, com respiradores e aparelhos para fototerapias (banhos de luz).
A UTI para adultos também é dividida em duas salas, com dois leitos em cada uma. Todos os equipamentos são digitais, de última geração. Todas as salas têm sistema de ar condicionado.
Até o final do mês que vem devem ser liberados R$ 742 mil do programa Reforsus, do Ministério da Saúde. A contrapartida da UEM será de R$ 114 mil. Este dinheiro será aplicado na construção de 10 leitos de UTI para adultos e mais duas UTIs - uma pediátrica e outra neonatal -, numa área de 640 metros quadrados. Também será construído um novo pronto-socorro, com mil metros quadrados de área. As UTIs provisórias serão transformadas em unidades semi-intensivas. Hoje, o HU atende a uma média de 8 mil pacientes por mês - tem 61 leitos e 70 médicos.

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