Uma reunião ontem em Londrina definiu que serão feitas novas análises do leite servido na merenda escolar. Ontem mesmo foram coletadas 95 amostras dos 19 lotes recolhidos pela prefeitura nas escolas, creches e entidades filantrópicas, que serão analisadas pelo Laboratório de Apoio Animal e Vegetal do Ministério da Agricultura. Na semana passada, a Prefeitura de Londrina divulgou laudo feito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) demonstrando que havia 82% de água no leite longa vida integral da Batavo, que seria destinado à merenda.
Uma comissão formada por representantes da empresa Batávia, Vigilância Sanitária, prefeitura, Ministério da Agricultura e UEL acompanharão o trabalho. Participaram da reunião Afonso Champi e Miguel Fernandes, da Batavia; Marcelo Viana, da Vigilância Sanitária, representantes do ministério e as secretárias Carmem Sposti (interina da Educação) e Gleisi Hoffmann (Administração e Recursos Humanos).
A Batávia também irá levar amostras dos lotes para serem analisadas por outro laboratório. ‘‘Acreditamos que o laudo saia dentro de 15 dias, em ambas as análises’’, disse Fernandes. O resultado é demorado porque são feitos seis tipos de exame em cada amostra.
Champi afirmou que não põe em dúvida o trabalho da UEL, mas como há divergências nos resultados das análises feitas pelo laboratório da universidade e do ministério é preciso fazer novas análises. As análises da UEL, além da água, mostram problemas com acidez e nutrientes em sete lotes do leite. Os laudos das análises feitas pelo ministério não demonstraram nenhuma irregularidade.
A prefeitura suspendeu o uso do leite Batavo destinado à merenda após a confirmação de irregularidades. O laudo de análises feitas pela Vigilância Sanitária ainda não ficou pronto.
A secretária de Administração disse que a empresa terá que pedir prorrogação do prazo para defesa no processo administrativo aberto para investigar o caso. Segundo ela, o contrato continua suspenso e se forem comprovadas as irregularidades a empresa terá que pagar uma multa de 10% sobre o valor que falta cumprir do contrato, além de outras penalidades. Carmem Sposti disse que faltam cumprir três meses de contrato, o que daria uma multa de R$ 5.655,00.

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