Maringá A Secretaria de Saúde de Maringá está em alerta por causa de dois casos confirmados de leishmaniose e outros sete casos suspeitos no bairro Borba Gato, zona sul da cidade. Próximo do bairro existe uma mata, local onde vive o flebótomo, mosquito que carrega o protozoário leishmânia, causador da doença. Técnicos verificaram ainda a presença de lixo doméstico e excesso de umidade na área, condições que favorecem a proliferação do inseto. No Paraná, a doença é endêmica de notificação constante principalmente em regiões ribeirinhas.
Armadilhas noturnas foram instaladas no bairro. Os técnicos capturaram 1.037 flebotomínios machos e fêmeas, sendo que 77% dos insetos foram coletados em residências próximas da mata. Desde o ano passado, a saúde municipal registrou 99 casos de leishmaniose, a maioria de moradores que adquiriram a doença em pescarias ou passeios em matas próximas do Rio Ivaí. A leishmaniose se manifesta por feridas na pele que costumam aparecer de 10 dias até um ano após a picada do mosquito contaminado com o protozoário.
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos vai realizar na próxima segunda-feira um mutirão de limpeza para recolher entulhos no bairro. Os fiscais também pretendem notificar os moradores sobre a obrigação de eliminar lixo dos quintais. A 15 Regional de Saúde está distribuindo panfletos alertando os moradores dos cuidados para evitar a doença. Além de acúmulo de lixo, os técnicos alertam sobre a necessidade de manter as luzes externas das casas apagadas para não atrair o flebótomo, colocar tela fina nas janelas e o uso de repelentes nas partes descobertas do corpo.

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