Leilão de sucatas da Ciretran fica abaixo da expectativa
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A 13ª Ciretran de Maringá encontrou dificuldades ontem para arrematar os lotes de motos que foram colocados à venda no último leilão do ano realizado pelo órgão no município. Apenas oito dos 19 lotes foram vendidos. Lances iniciais de até R$ 1,7 mil por sucatas de motos assustaram compradores. Os interessados, a maioria empresários do setor de venda de peças usadas, consideraram os valores incompatíveis com o mercado.
Segundo o leiloeiro oficial do Estado, Fernando Serrano, o preço mínimo estabelecido inviabilizou a arrematação. O mesmo não aconteceu com os carros. Os sete lotes foram vendidos com valores até três vezes maiores que o inicial. Mesmo com a reclamação dos interessados durante o leilão, ninguém conseguiu explicar o reajuste das motos e convencer compradores para o arremate.
Os preços são estabelecidos pela Comissão de Leilão de Curitiba. Profissionais de mercado perceberam que pagar até R$ 250,00 por peça não compensa porque a venda não chega a R$ 200,00, contou Serrano.
O leilão de ontem também arrematou lotes de veículos de Mandaguari e Jandaia do Sul. Objetivo principal da Ciretran é desafogar o pátio do órgão com os veículos apreendidos.





