O chefe do escritório da Rede Ferroviária Federal no Paraná e Santa Catarina, Paulo Sidnei Cordeiro Ferraz, esclareceu que o leilão das 28 casas da empresa em Maringá não foi cancelado como informou o delegado do Sindicato dos Ferroviários, Otílio Neves Filho. Ferraz explicou que a opção de venda para os ocupantes dos imóveis ‘‘e não para os ferroviários’’ já estava prevista no edital do leilão. Segundo ele, os interessados têm 30 dias para apresentar oferta que cubra o maior valor dado em lance.
Segundo Ferraz, o prazo de 60 meses para pagamento dos imóveis também está previsto no edital. Os ex-funcionários da Rede poderão usar o FGTS devido para pagar parte do imóvel, ou ainda requerer junto ao fundo de pensão dos funcionários a liberação do valor contribuído. ‘‘Mas aí a Rede não tem nenhuma ligação com o assunto, que o funcionário deve tratar diretamente com a fundação’’, explica.
De acordo com Ferraz, a Rede vai leiloar 22 mil imóveis no País para pagar as dívidas da empresa que hoje chegam a R$ 2,8 bilhões. Os leilões devem arrecadar R$ 4 bilhões em cinco anos, quitando os débitos da empresa. No Paraná, são três mil imóveis e uma arrecadação prevista de R$ 300 milhões. O próximo leilão, que vai oferecer mais 30 casas em Maringá, será realizado dia 30, em Londrina.

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