Valdomiro Coelho de Lima, 49 anos, reside em Ribeirão do Pinhal (Norte). Há três meses ele descobriu que está com câncer e precisa se deslocar cerca de 180 quilômetros toda semana para fazer tratamento no Hospital do Câncer de Londrina. Nos primeiros dias ele chegava com a ambulância da prefeitura e ficava sentado em bancos de praças ou na frente do hospital aguardando atendimento. Hoje ele tem onde ficar, com direito a alimentação e companhia.
Assim como Valdomiro, outras cem pessoas são atendidas diariamente pelo Centro de Apoio Esperança (CAE), criado há oito anos para oferecer gratuitamente a esse público um local acolhedor durante o tratamento. O imóvel onde a entidade funciona há cinco anos foi colocado à venda pela família do proprietário que morreu. Para não perder o endereço, a direção do CAE resolveu batalhar pelo espaço.
A diretora-presidente da entidade, Iracema Ferreira dos Santos, buscou ajuda na comunidade e no comércio para conseguir comprar o imóvel, que segundo ela está avaliado em R$ 200 mil. Com o apio de alguns estabelecimentos vai realizar o 1º Leilão Esperança, dia 15 de maio, no recinto José Garcia Molina, do Parque de Exposições Governador Ney Braga. ''Precisamos de ajuda para arrecadar prendas para colocarmos no leilão'', complementa.
Entre os prêmios já arrecadados pelo CAE até esta semana estão três bois e alguns quadros. ''Queremos comprar essa casa para continuar mantendo a qualidade do nosso trabalho. O espaço já está estruturado para atender a todos de forma adequada'', afirma a presidente.
Localizado no Jardim Petrópolis (Zona Sul), o imóvel fica perto do hospital, facilitando a vida dos que buscam atendimento. A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) é mantida com apoio da comunidade e de dez prefeituras da região, que contribuem mensalmente com valores que ajudam no pagamento das despesas com alimentação, energia elétrica, água e produtos de higiene para as pessoas atendidas.
O produtor rural Geraldo Oliveira Brandão, 60, sabe bem o quanto o trabalho é importante. Ele reside em Jardim Alegre (Norte), passa a semana na entidade acompanhando a esposa, que está em tratamento contra o câncer de mama. ''Se fosse para a gente ir e voltar todo dia, seria muito cansativo. Graças a esse espaço eu fico perto dela, ela descansa mais, não fica só no hospital e voltamos para casa no fim de semana'', disse.
SERVIÇO
■ In­te­res­sa­dos em aju­dar com doa­ções po­de li­gar pa­ra (43) 3028-8914.

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