O leilão de mercadorias importadas apreendidas pela Receita Federal deveria superar a previsão inicial de arrecadar R$ 100 mil, ontem no Centro de Eventos do Armazém da Moda, em Londrina. Mais de mil pesssoas participaram do leilão. Até ao meio-dia, 200 dos 300 lotes formados por apreensões realizadas desde o ano passado em Londrina e Foz do Iguaçu haviam sido arrematados. Os lotes compreendiam equipamento de informática, telefones sem fio, aparelhos de som e de DVD, câmeras fotográficas, calculadoras, perfumes, instrumentos musicais, impressoras.
  O dinheiro arrecadado é dividido: 60% são destinados ao Fundo de Aperfeiçoamento da Fiscalização da Receita Federal (Fundaf) e 40% vão para a Seguridade Social. A verba do Fundaf é usada para ajudar na infra-estrutura da Receita, incluindo compra de equipamentos, segurança, horas-extras e diárias.
  O leilão era restrito para pessoas físicas, com limite de cinco lotes para cada um. A estudante de administração de empresas Sônia Flugel, 23 anos, foi a primeira a arrematar um lote. Ela comprou um aparelho de som e um telefone sem fio por R$ 200. ‘‘Acho que os preços são razoáveis. Para mim, o leilão é uma boa oportunidade, principalmente porque é legalizado’’, declarou.
  Brinquedos e roupas não são leiloados. Eles são doados para entidades assistenciais. ‘‘A grande maioria do material apreendido pela Receita é doado’’, revelou Maria Aparecida Gerolamo, auditora da Receita Federal.
  Além do valor das mercadorias, os compradores também recolhem alíquota de 18% referente ao Impostos Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O preço mínimo foi estipulado como metade do valor da mercadoria discriminado no processo de apreensão.

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